terça-feira, 21 de outubro de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
O VERDADEIRO VALOR DE UM BURACO

Desde aquela data fiquei devendo a informação do valor que custou ao meu bolso o conserto causado pelo buraco. Vamos lá: dois pivôs de suspensão - R$ 73,92; dois rolamentos de roda - R$ 103,06; um retentor do cubo de roda - R$ 5,60; balanceamento - R$ 26,88; alinhamento da direção - R$ 28,00; mão de obra - R$ 196,00; total do prejuízo -R$ 433,46.
Foi pouco. Podia ter causado problema mais grave, como uma quebra ou perda de controle, nada conveniente numa pista simples freqüentada por caminhões e carretas.
O fato é que a Avenida Celanese já merecia ter mudado de nome. "Avenida da Vergonha" cairía bem. Ou Avenida Neil Armstrong, homenagem ao primeiro homem a pisar na Lua. Aposto que ele ficaria impressionado -ao chegar aqui para a inauguração- com a reprodução do "solo lunar" que veria na avenida.
Nesta semana notei algumas pessoas fazendo medições ao longo da pista. Animado, perguntei a um deles se iriam dar uma jeito naquilo. Não. Vão passar um gasoduto por lá, o que significa mais buracos e muito mais espera por uma eventual reforma.
Hoje só existe uma avenida na cidade: a Avenida Alcoa. Para lá parecem convergir todos os investimentos, interesses, motoniveladoras e asfalto. Eu raramente passo por lá, mas acho que pelo menos 90% da população de Poços deve usar aquela avenida todos os dias, já que não se fala em outra coisa.
Como em alguns meses teremos eleições, fica aqui mais uma proposta inteiramente grátis aos candidatos: que tal recuperar a Avenida Celanese? Assunto antigo, atravessou gestões e nada definitivo e de qualidade foi feito. Chegou a hora. Isto se algum candidato se aventurar a passar por lá.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
"LABOR SUÍNO"
Doeu no meu bolso. Ainda não sei quanto, mas nunca é barato, pois o dinheiro é meu e dou um duro danado para ganhar!Sexta passada, a caminho do trabalho, mergulhei numa das dezenas de crateras que transformaram a finada Avenida Celanese numa espécie de solo lunar em plena Terra. O resultado visível é a roda amassada. Como tenho um conhecimento razoável de automóveis, estou certo de que o estrago não vai se limitar à roda. Junto vai um terminal de direção, o alinhamento e outras surpresas desagradáveis.
Por esta avenida circula boa parte do PIB de Poços, já que dá acesso a algumas das mais importantes indústrias da cidade. Há muito tempo esquecida, os eventuais reparos se dão à base de "operações tapa-buraco", o que nunca resolveu nem vai resolver o problema. Serve apenas para o que se tornou o próprio nome, um "tapa-buraco", um "quebra-galho", pois é evidente que foi mal planejada e construída, exceção feita ao trecho realizado por uma das empresas ali instaladas, cujo pavimento só estraga pela ação de obras mal-ajambradas e nunca reparadas, caso de uma valeta aberta pelo DMAE para ligação de tubos à uma estação elevatória que existe na avenida. Esta valeta, com mais de seis meses de vida, até hoje está pessimamente remendada. Já perdi a conta de quantas vezes reclamei conserto decente.
A Avenida Celanese me ensinou, num passado recente, o significado do termo "lama asfáltica": camada tão fina, mas tão fina de asfalto ou coisa parecida com asfalto, que teria ficado melhor com um pintura do que o lixo feito. Esta outra "pérola da marretice" foi feita há alguns anos e durou exatamente até a chuva seguinte. De verdade.
Para piorar, outro deserviço ainda maior é o que está sendo feito pelo DER na BR-146, pista que liga a entrada (Portal) à cidade: a fresagem deixa milhões de pedriscos soltos, que deveriam ser imediatamente removidos. Estas pedras são perfeitas se você quiser quebrar o pára-brisas do carro ou ter o olho furado quando um caco daqueles varar a viseira do capacete, se você estiver de moto. E não me venham com a conversinha de que há placas mandando diminuir a velocidade pois uma pedra a 30 km/h equivale a um tiro. Nunca vi serviço de fresagem de pista em que o material removido não é colocado diretamente na caçamba que vai adiante da fresadora. Não sou engenheiro, mas sou bom observador. Nem precisa ir longe: na Rodovia Adhemar de Barros há trechos com o mesmo trabalho de fresagem e recapagem e o cuidado é muito maior com os resíduos, ou seja, NÃO HÁ PEDRAS SOLTAS NA PISTA.
Espero três coisas: 1- que o DER entregue uma pavimentação à altura do que a população deseja (e se fizer vou elogiar); 2- que a Avenida Celanese, no intitulado e alardeado "2008 - O Ano do Asfalto", que prega o investimento imediato, segundo informa o site da Prefeitura, de mais de R$ 5 milhões no recapeamento de 15 vias de grande circulação no centro e nos bairros além da "auto-suficiência em asfalto", não seja novamente esquecida, apesar dela não constar no texto oficial; 3- que nenhum serviço público receba ou sequer mereça (des) qualificação de "serviço porco".
Para encerrar, não adiantou reclamar da grande placa colocada pelo DER (postado aqui no blog em 26/05/2008). A placa não informa duração da obra, valor investido, nada. Mas o DER dá uma de política e socialmente correto colocando mais uma placa "meia-boca" com um número 0800 para denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Realmente estão preocupados com a população.
Peço desculpas a você que chegou até aqui. Pode parecer egoísmo da minha parte num problema pequeno diante de fatos muito mais graves que acontecem na cidade ou no mundo. Mas se não consertarmos os pequenos tormentos não teremos força nem competência para sanar as grandes causas.

