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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

AVENIDA ALCOA: UM ALERTA


São inquestionáveis os benefícios que uma obra como a duplicação da Avenida Alcoa proporcionam. Talvez hoje pareça uma obra super-dimensionada, mas em poucos anos Poços de Caldas já estará pensando em alternativas, por conta do crescimento na frota de veículos e o evidente progresso que o acesso facilitado gera ao longo de seu percurso.

Dentro de dois dias a avenida será oficialmente inaugurada. Mas há pontos falhos que um motorista comum como eu, mesmo não sendo engenheiro, percebe. Alguns meramente de aspecto, outros que comprometem a segurança e colocam a vida de pedestres, motoristas e motociclistas em risco, e que devem ser corrigidos urgentemente.

Entre os problemas mais “leves”, destaco a fiação aérea nos postes de iluminação. Uma obra cara e moderna como esta poderia ter a fiação subterrânea, de modo a não criar uma interferência visual ruim –poluição visual. Mas este é apenas um capricho do meu olhar.

Boa parte da Avenida Alcoa não mostra um sistema de drenagem que imagino suficiente para não acumular água, problema exatamente igual ao que acontece na Avenida João Pinheiro, já no trecho junto à Represa Bortolan. Quando chove um pouco mais forte as enxurradas cruzam a pista em diversos pontos, o que é muito perigoso. O perigo se agrava quando observamos as péssimas condições de boa parte da frota de carros (em geral carro ruim de conservação externa, como podres na lataria, parabrisas quebrado etc. não tem conservação mecânica adequada, desde pneus até sistemas de direção, suspensão e freios). Um carro aquaplanando assume qualquer direção, e para prevenir isto é obrigatório um sistema de drenagem perfeito.

Um dos trechos da avenida forma um “bacião”, onde não há qualquer forma de escoar a água, seja bueiro ou saída de água lateral, já que foram construídos guias no canteiro central e na ciclovia. Quando chover vai formar uma piscina. Convém abrir um ponto para escoar.

Outro detalhe absurdo que notei em pelo menos três pontos é a existência de guias com “cantos vivos” no sentido do tráfego, o que pode resultar em acidente gravíssimo caso o carro bata ali a roda. Se for uma moto a escapar uns 20 cm para a esquerda e dar de frente naquela ponta o piloto será “catapultado’, mesmo se estiver devagar. Também precisam ser corrigidos imediatamente.

A velocidade máxima permitida e sinalizada ao longo da avenida é de 60 km/h, reduziada para 40 km/h junto aos retornos. Se não houver fiscalização permanente –radar fotográfico inclusive- podem preparar o SAMU para trabalhar muito. Asfalto novo e longas retas são um convite natural à imprudência do brasileiro, e é preciso contar com ela.

Para finalizar, o trecho de chagada junto ao Hotel Floresta e a Cascatinha. Está claro que ali está “remendado”, pois a pista ficou estreitíssima (quero ver dois caminhões chegarem juntos ali, "batendo portas"). Onde há um pequeno prédio, antes da escola Cepoc, nesta curva estreita, para piorar, uma mente iluminada colocou “tachões” bem no ponto interno da curva, fatal para as motos. Ridículo se pensar que a finalidade deles era facilitar a entrada e saída da garagem do prédio. Deve ser alguém que não dirige carro ou nunca sentou numa moto. Incrível.

Um ponto positivo foi a criação do retorno sobre o rio, defronte ao Hotel Floresta, eliminando o que havia antes e que obrigava a cruzar as duas pistas para cortar caminho para o centro.

Muito mais que sugestões, este post é um alerta. Que as autoridades e a construtora tomem providências urgentes. Espero não ter que escrever outro post dizendo: "conforme escrevi..."

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O VERDADEIRO VALOR DE UM BURACO


Frase esquisita essa aí de cima. No post que coloquei aqui no blog em 13 de junho passado, contei sobre um Buraco com B maiúsculo (das dezenas que existem na Avenida Celanese), no qual havia "mergulhado" com meu carro. Aqui cabe até uma piadinha antiga: na Avenida Celanese o problema são os buracos no acostamento, esperando a vez de "entrar" na pista. Cômico se não fosse triste.

Desde aquela data fiquei devendo a informação do valor que custou ao meu bolso o conserto causado pelo buraco. Vamos lá: dois pivôs de suspensão - R$ 73,92; dois rolamentos de roda - R$ 103,06; um retentor do cubo de roda - R$ 5,60; balanceamento - R$ 26,88; alinhamento da direção - R$ 28,00; mão de obra - R$ 196,00; total do prejuízo -R$ 433,46.

Foi pouco. Podia ter causado problema mais grave, como uma quebra ou perda de controle, nada conveniente numa pista simples freqüentada por caminhões e carretas.

O fato é que a Avenida Celanese já merecia ter mudado de nome. "Avenida da Vergonha" cairía bem. Ou Avenida Neil Armstrong, homenagem ao primeiro homem a pisar na Lua. Aposto que ele ficaria impressionado -ao chegar aqui para a inauguração- com a reprodução do "solo lunar" que veria na avenida.

Nesta semana notei algumas pessoas fazendo medições ao longo da pista. Animado, perguntei a um deles se iriam dar uma jeito naquilo. Não. Vão passar um gasoduto por lá, o que significa mais buracos e muito mais espera por uma eventual reforma.

Hoje só existe uma avenida na cidade: a Avenida Alcoa. Para lá parecem convergir todos os investimentos, interesses, motoniveladoras e asfalto. Eu raramente passo por lá, mas acho que pelo menos 90% da população de Poços deve usar aquela avenida todos os dias, já que não se fala em outra coisa.

Como em alguns meses teremos eleições, fica aqui mais uma proposta inteiramente grátis aos candidatos: que tal recuperar a Avenida Celanese? Assunto antigo, atravessou gestões e nada definitivo e de qualidade foi feito. Chegou a hora. Isto se algum candidato se aventurar a passar por lá.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

MAIS CARROS, MENOS PROBLEMAS!


Poços de Caldas acaba de ganhar mais uma concessionária de veículos, desta vez da Citroën, 100a. loja da marca, cuja presença no Brasil deve muito ao trabalho iniciado em 1991 pelo emblemático Sérgio Habib -uma das figuras de inteligência mais impressionante que conheci ao longo de minha carreira na imprensa automotiva. Agora a cidade conta com revendas "oficiais" da Chevrolet, VW, Fiat, Ford, Peugeot, Hyundai, Toyota e Kia. Nos próximos dias a loja Honda abre as portas na cidade também.

Muito mais que festejar os anunciados R$ 2.6 milhões investidos e os 15 empregos diretos gerados pelo gupo proprietário da nova loja, é hora de repensar seriamente o trânsito da cidade.

Quem nasceu, mora ou freqüenta as cidades de São Paulo ou Campinas, por exemplo, sabe o tormento que é ficar "estacionado" dentro do carro nos congestionamentos diários. Claro, nunca veremos 270 km de trânsito dentro de Poços, mas há muita coisa que precisa ser mudada, para comportar os novos carros que as ruas recebem diariamente, mais os turistas, mais os veículos comerciais, mais os que usam a cidade como passagem para outros destinos.

Estima-se que a frota em Poços de Caldas ultrapasse os 60 mil veículos, para uma população de 145 mil moradores. Chegou a hora de um trabalho profundo em questões como os semáforos da João Pinheiro, muito rápidos em alguns pontos de bastante movimento, muito demorados em outros locais de menor fluxo (aquele perto do Vila Nova é um exemplo).

É preciso rever a questão dos pontos de retorno também na João Pinheiro, já que as entradas à esquerda travam o fluxo. A chegada à Rua Junqueiras é outro gargalo. Avenidas e ruas paralelas com duas mãos poderiam ser convertidas em um único sentido (por exemplo, a João Pinheiro tem um trecho paralelo à Rua Nico Duarte, também paralela à Champagnat).

É preciso rever a questão de estacionamento nas vias, como na própria Champagnat, que além de duas mãos permite estacionar nos dois lados e serve de passagem para ônibus e caminhões. Pensar num calçadão no centro também pode ser uma alternativa. Radares nas vias rápidas já deveriam existir há anos. Quem anda dentro da velocidade legal não vai reclamar.

Num momento em que todas as atenções (e verbas) parecem voltadas para a Avenida Alcoa, é preciso estabelecer padrões de fiscalização permanente nas emissões, controle rígido sobre o comportamento de alguns motoristas e motociclistas, "blitz-surpresa" com bafômetros próximo a bares e festas. Multas funcionam. Uma noite no xilindró também.

Há muito o que fazer. O resultado deste esforço é manter a qualidade de vida na cidade e o respeito à vida. Ainda dá tempo.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

"LABOR SUÍNO"

Doeu no meu bolso. Ainda não sei quanto, mas nunca é barato, pois o dinheiro é meu e dou um duro danado para ganhar!

Sexta passada, a caminho do trabalho, mergulhei numa das dezenas de crateras que transformaram a finada Avenida Celanese numa espécie de solo lunar em plena Terra. O resultado visível é a roda amassada. Como tenho um conhecimento razoável de automóveis, estou certo de que o estrago não vai se limitar à roda. Junto vai um terminal de direção, o alinhamento e outras surpresas desagradáveis.

Por esta avenida circula boa parte do PIB de Poços, já que dá acesso a algumas das mais importantes indústrias da cidade. Há muito tempo esquecida, os eventuais reparos se dão à base de "operações tapa-buraco", o que nunca resolveu nem vai resolver o problema. Serve apenas para o que se tornou o próprio nome, um "tapa-buraco", um "quebra-galho", pois é evidente que foi mal planejada e construída, exceção feita ao trecho realizado por uma das empresas ali instaladas, cujo pavimento só estraga pela ação de obras mal-ajambradas e nunca reparadas, caso de uma valeta aberta pelo DMAE para ligação de tubos à uma estação elevatória que existe na avenida. Esta valeta, com mais de seis meses de vida, até hoje está pessimamente remendada. Já perdi a conta de quantas vezes reclamei conserto decente.

A Avenida Celanese me ensinou, num passado recente, o significado do termo "lama asfáltica": camada tão fina, mas tão fina de asfalto ou coisa parecida com asfalto, que teria ficado melhor com um pintura do que o lixo feito. Esta outra "pérola da marretice" foi feita há alguns anos e durou exatamente até a chuva seguinte. De verdade.

Para piorar, outro deserviço ainda maior é o que está sendo feito pelo DER na BR-146, pista que liga a entrada (Portal) à cidade: a fresagem deixa milhões de pedriscos soltos, que deveriam ser imediatamente removidos. Estas pedras são perfeitas se você quiser quebrar o pára-brisas do carro ou ter o olho furado quando um caco daqueles varar a viseira do capacete, se você estiver de moto. E não me venham com a conversinha de que há placas mandando diminuir a velocidade pois uma pedra a 30 km/h equivale a um tiro. Nunca vi serviço de fresagem de pista em que o material removido não é colocado diretamente na caçamba que vai adiante da fresadora. Não sou engenheiro, mas sou bom observador. Nem precisa ir longe: na Rodovia Adhemar de Barros há trechos com o mesmo trabalho de fresagem e recapagem e o cuidado é muito maior com os resíduos, ou seja, NÃO HÁ PEDRAS SOLTAS NA PISTA.

Espero três coisas: 1- que o DER entregue uma pavimentação à altura do que a população deseja (e se fizer vou elogiar); 2- que a Avenida Celanese, no intitulado e alardeado "2008 - O Ano do Asfalto", que prega o investimento imediato, segundo informa o site da Prefeitura, de mais de R$ 5 milhões no recapeamento de 15 vias de grande circulação no centro e nos bairros além da "auto-suficiência em asfalto", não seja novamente esquecida, apesar dela não constar no texto oficial; 3- que nenhum serviço público receba ou sequer mereça (des) qualificação de "serviço porco".

Para encerrar, não adiantou reclamar da grande placa colocada pelo DER (postado aqui no blog em 26/05/2008). A placa não informa duração da obra, valor investido, nada. Mas o DER dá uma de política e socialmente correto colocando mais uma placa "meia-boca" com um número 0800 para denúncias de violência contra crianças e adolescentes. Realmente estão preocupados com a população.

Peço desculpas a você que chegou até aqui. Pode parecer egoísmo da minha parte num problema pequeno diante de fatos muito mais graves que acontecem na cidade ou no mundo. Mas se não consertarmos os pequenos tormentos não teremos força nem competência para sanar as grandes causas.

domingo, 8 de junho de 2008

COTIDIANO

Esquina das ruas Reinaldo Amarante e Expedicionários. Se não parar o muro segura...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

COTIDIANO

A partir de hoje o blog passa a contar com uma seção fixa denominada "Cotidiano". Neste espaço mostrarei flagrantes, curiosiodades ou cenas inusitadas capturadas no dia-a-dia. Para inaugurar a seção, fotos feitas em 05/06/2008, por volta das 13 horas, na Rua Assis Figueiredo.