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quinta-feira, 10 de julho de 2008

O VERDADEIRO VALOR DE UM BURACO


Frase esquisita essa aí de cima. No post que coloquei aqui no blog em 13 de junho passado, contei sobre um Buraco com B maiúsculo (das dezenas que existem na Avenida Celanese), no qual havia "mergulhado" com meu carro. Aqui cabe até uma piadinha antiga: na Avenida Celanese o problema são os buracos no acostamento, esperando a vez de "entrar" na pista. Cômico se não fosse triste.

Desde aquela data fiquei devendo a informação do valor que custou ao meu bolso o conserto causado pelo buraco. Vamos lá: dois pivôs de suspensão - R$ 73,92; dois rolamentos de roda - R$ 103,06; um retentor do cubo de roda - R$ 5,60; balanceamento - R$ 26,88; alinhamento da direção - R$ 28,00; mão de obra - R$ 196,00; total do prejuízo -R$ 433,46.

Foi pouco. Podia ter causado problema mais grave, como uma quebra ou perda de controle, nada conveniente numa pista simples freqüentada por caminhões e carretas.

O fato é que a Avenida Celanese já merecia ter mudado de nome. "Avenida da Vergonha" cairía bem. Ou Avenida Neil Armstrong, homenagem ao primeiro homem a pisar na Lua. Aposto que ele ficaria impressionado -ao chegar aqui para a inauguração- com a reprodução do "solo lunar" que veria na avenida.

Nesta semana notei algumas pessoas fazendo medições ao longo da pista. Animado, perguntei a um deles se iriam dar uma jeito naquilo. Não. Vão passar um gasoduto por lá, o que significa mais buracos e muito mais espera por uma eventual reforma.

Hoje só existe uma avenida na cidade: a Avenida Alcoa. Para lá parecem convergir todos os investimentos, interesses, motoniveladoras e asfalto. Eu raramente passo por lá, mas acho que pelo menos 90% da população de Poços deve usar aquela avenida todos os dias, já que não se fala em outra coisa.

Como em alguns meses teremos eleições, fica aqui mais uma proposta inteiramente grátis aos candidatos: que tal recuperar a Avenida Celanese? Assunto antigo, atravessou gestões e nada definitivo e de qualidade foi feito. Chegou a hora. Isto se algum candidato se aventurar a passar por lá.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

MAIS CARROS, MENOS PROBLEMAS!


Poços de Caldas acaba de ganhar mais uma concessionária de veículos, desta vez da Citroën, 100a. loja da marca, cuja presença no Brasil deve muito ao trabalho iniciado em 1991 pelo emblemático Sérgio Habib -uma das figuras de inteligência mais impressionante que conheci ao longo de minha carreira na imprensa automotiva. Agora a cidade conta com revendas "oficiais" da Chevrolet, VW, Fiat, Ford, Peugeot, Hyundai, Toyota e Kia. Nos próximos dias a loja Honda abre as portas na cidade também.

Muito mais que festejar os anunciados R$ 2.6 milhões investidos e os 15 empregos diretos gerados pelo gupo proprietário da nova loja, é hora de repensar seriamente o trânsito da cidade.

Quem nasceu, mora ou freqüenta as cidades de São Paulo ou Campinas, por exemplo, sabe o tormento que é ficar "estacionado" dentro do carro nos congestionamentos diários. Claro, nunca veremos 270 km de trânsito dentro de Poços, mas há muita coisa que precisa ser mudada, para comportar os novos carros que as ruas recebem diariamente, mais os turistas, mais os veículos comerciais, mais os que usam a cidade como passagem para outros destinos.

Estima-se que a frota em Poços de Caldas ultrapasse os 60 mil veículos, para uma população de 145 mil moradores. Chegou a hora de um trabalho profundo em questões como os semáforos da João Pinheiro, muito rápidos em alguns pontos de bastante movimento, muito demorados em outros locais de menor fluxo (aquele perto do Vila Nova é um exemplo).

É preciso rever a questão dos pontos de retorno também na João Pinheiro, já que as entradas à esquerda travam o fluxo. A chegada à Rua Junqueiras é outro gargalo. Avenidas e ruas paralelas com duas mãos poderiam ser convertidas em um único sentido (por exemplo, a João Pinheiro tem um trecho paralelo à Rua Nico Duarte, também paralela à Champagnat).

É preciso rever a questão de estacionamento nas vias, como na própria Champagnat, que além de duas mãos permite estacionar nos dois lados e serve de passagem para ônibus e caminhões. Pensar num calçadão no centro também pode ser uma alternativa. Radares nas vias rápidas já deveriam existir há anos. Quem anda dentro da velocidade legal não vai reclamar.

Num momento em que todas as atenções (e verbas) parecem voltadas para a Avenida Alcoa, é preciso estabelecer padrões de fiscalização permanente nas emissões, controle rígido sobre o comportamento de alguns motoristas e motociclistas, "blitz-surpresa" com bafômetros próximo a bares e festas. Multas funcionam. Uma noite no xilindró também.

Há muito o que fazer. O resultado deste esforço é manter a qualidade de vida na cidade e o respeito à vida. Ainda dá tempo.