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segunda-feira, 1 de março de 2010

SE MEU FUSCA FALASSE

Sensacional foto, que encontrei publicada num site de carros antigos. Não cita o autor, mas foi enviada pelo nosso amigo Juliano D. Rosa, do incansável clube Fusca Poços.
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O cine São Luiz recebeu, para a estreia do filme da Disney, um Herbie "de verdade". O ano deve ser 1968. Quem tiver mais informações sobre a foto pode contribuir.
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sábado, 27 de fevereiro de 2010

BRINCANDO COM FOGO

Rapaz faz exibição no cruzamento das ruas Prefeito Chagas e Assis Figueiredo.
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Clique na imagem para ampliá-la.
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sábado, 9 de janeiro de 2010

"QUANDO EU TE PEGAR, VOCÊ VAI VER!"

Se tem um assunto irritante são as tais "leis que não pegaram". Em geral, esse discurso vem das mais altas autoridades, provando-se incompetentes para fazer cumprir as leis que elas mesmas criam, votam e aprovam. Tratam sempre o assunto na terceira pessoa, como se não fosse problema de sua alçada. A culpa é dos outros.
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Em 7/12/09 a Municipalidade publicou nota amplamente reproduzida pela imprensa local, informando que "veículos utilizados para propaganda volante com sistema de som fora dos padrões permitidos por lei estão na mira da Secretaria de Serviços Públicos e terão que se enquadrar, ainda neste ano, às normas determinadas pela legislação municipal", destacando que “nossa intenção não é impedir que as pessoas ganhem o sustento da família, mas não podemos permitir exageros”. A nota trouxe ainda a informação de que "fiscais de postura da Secretaria de Serviços Públicos e do Departamento de Meio Ambiente da Secretaria de Planejamento realizaram ação conjunta na área central para identificar irregularidades no uso comercial de equipamentos sonoros".
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Ótimo. Só não soltei fogos por razões óbvias. Mas nada como um dia após o outro para que o rigor público acabe na velocidade do som. Ontem (08/01) fui almoçar no centro e meus ouvidos foram brindados com a propaganda que vinha de um desses carros. Qual é o grau de perturbação que um lixo de comunicação como essa representa? Muito simples, e nem é preciso um decibelímetro: bastou eu ter que interromper uma conversa, já que meu interlocutor não conseguia entender minhas palavras. E olha que, como bom descendente de italianos, não sou exatamente um "fala mansa".
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Outro ponto: esse discurso de quem faz as coisas mal feitas ou erradas justificar com "estou trabalhando honestamente" ou "poderia estar roubando" está esgotado. Essa forma de poluição sonora travestida de propaganda (indesejada e obrigatória, já que dela não se escapa) é nefasta, ainda mais numa cidade em que turistas buscam sossego. Aí, se vão prestigiar o comércio da Rua Assis, por exemplo, são forçados ao "massacre auditivo".
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A Municipalidade agiu com rigor naquele caso do painel eletrônico da mesma rua, e deve ter o mesmo rigor com essa fantástica fábrica de poluição sonora que permeia o centro e alguns bairros. Que não é gerida por coitadinhos ou miseráveis -não sei de ninguém que ganhou carro com sistema de som de presente. Nem combustível. São quase sempre empresas constituídas.
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Para finalizar, adoto a regra de não comprar ou consumir de quem contamina meus ouvidos. Sou "cliente perdido". O pior é que entre um anúncio e outro do carro de som que citei acima, a música de fundo, na voz de Ivete Sangalo, esgoelava: "Quando eu te pegar você vai ver, você vai ver".
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Pegou mesmo. Lá no fundo dos meus tímpanos. Mas meu dinheiro esses comerciantes-anunciantes não pegam!
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Foto: ótima imagem feita pelo amigo Albert Cagnani, no centro de Poços. É o exato momento do encontro de um ouvido cansado com um desses carros de som. Clique nela para ampliá-la.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009

ONTEM E HOJE

Rua Assis Figueiredo, em 1958 e hoje. A foto antiga foi enviada pelo amigo Albert Cagnani, que dirige a histórica Paris Modas, ainda hoje no mesmo local.
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terça-feira, 17 de março de 2009

NO APERTO

Na Rua Rio de Janeiro, ao lado do Bradesco, há muito tempo existe um muro em condição perigosa. Agora parece que vão construir no local, mas começaram errando: um novo muro ou parede está sendo erguida, deixando espaço reduzido espaço para os pedestres, obrigados a um contorcionismo (confira na foto) para transitar entre o orelhão e o tal muro que, por sinal, está cerca de dois metros avançado em relação ao recuo dos demais prédios vizinhos.
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sábado, 25 de outubro de 2008

"EU VOLTEI!"

Homenagem aos milhares de corintianos de Poços de Caldas, neste sábado de festa. O Timão está de volta!
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sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ONTEM E HOJE



O Hotel Minas Gerais é um dos mais tradicionais de Poços de Caldas. Fundado em 1946 -ano em que o jogo foi proibido no Brasil, provocando o fechamento dos muitos cassinos existentes na cidade- o hotel tem manutenção de qualidade, grandes salões e algum mobiliário de época. É um exemplo de preservação de patrimônio.

A fachada sofreu mínimas alterações, conforme é possível notar pelas imagens: a foto do alto é atual; as demais são antigos cartões postais do meu acervo pessoal, provavelmente do final dos anos 1940 ou começo dos anos 1950. Note os números de telefones do hotel no postal: 227, 228 ou 229.

Clique nas fotos para ampliá-las.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PODA

Confesso que nunca fui capaz de entender quais critérios os "especialistas" usam para podar uma árvore. Para mim representam a mais concreta tradução de "massacre da moto-serra": um caminhão velho, três sujeitos e uma máquina com motor à gasolina são suficientes para liquidar uma árvore em três minutos.

Imagino que a poda da árvore das fotos (clique nelas para ampliar), por exemplo, poderia ser melhor trabalhada de modo que, ao final, não restasse uma forquilha pelada. Para tanto seria preciso um equipamento capaz de elevar o "lenhador" ao alto da copa (semelhante aos que o DME usa), de modo a cortar apenas o necessário, e não pura e simplesmente "pelar" a árvore na altura que as mãos (e a moto-serra) alcancem. Ainda mais nestes tempos de discussão profunda sobre mudanças climáticas.

O serviço em questão foi oficial, ou seja, realizado pela prefeitura. A árvore não estava comprometida, caso contrário não teriam deixado o tronco. Aposto que os galhos estavam perto da fiação, o que aponta para a necessidade de se fazer uma poda planejada. Dá um pouquinho mais de trabalho, mas o resultado é infinitamente melhor.
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domingo, 19 de outubro de 2008

ONTEM E HOJE

A primeira imagem é a reprodução de um cartão postal de janeiro de 1954, do meu acervo pessoal, no qual consta como referência "Canal da Av. João Pinheiro". Cartão "circulado", no verso aparece, entre outras, a seguinte informação, escrita pelo remetente: "Chuva, muita chuva".

Já a foto inferior mostra o mesmo local, em outubro de 2008.
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sexta-feira, 17 de outubro de 2008

"CAIU O MUNDO"


Depois de um dia bem quente, a tarde em Poços de Caldas acabou sob tempestade. A região central foi a mais atingida, incluindo queda de granizo e enchente perto da Policlínica.

Uma das "vítimas" do aguaceiro -ironicamente- foi a Sinfonia das Águas: equipamentos destruídos, palco idem, instrumentos e partituras perdidos, resultando no cancelamento do show e levando à proposta de realização da próxima sinfonia em local fechado, provavelmente o Ginásio de Esportes. Por conta do cancelamento e dos lamentáveis prejuízos, guarde a "colinha" do post anterior para a próxima apresentação.

Muitos raios "cruzaram" os céus sobre a cidade, conforme é possível conferir na foto acima, feita por volta das 18:45. Na parte inferior à esquerda -mais iluminada- está a Rua Assis Figueiredo. Sobre ela, os raios.

Clique na foto para ampliá-la.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

CLIMA DE MONTANHA

Nada como a primavera na montanha. Ruas floridas, sabiás cantando, revoadas de andorinhas, temperatura amena... ôpa, quase sempre!

Hoje, Poços de Caldas teve um dia muito quente, e o termômetro que há na João Pinheiro não deixa dúvidas: marcou 35 graus, às 14:30. Para matar de inveja muito soteropolitano!
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terça-feira, 14 de outubro de 2008

COTIDIANO

Poços de Caldas é uma cidade cujas paisagens nunca cansam. Ontem (13/10), com lua cheia e céu bastante claro, uma chance de contemplar a silhueta da Serra de São Domingos à noite.

domingo, 12 de outubro de 2008

"TURMINHA DO BARULHO"

O que será que campanha eleitoral, Casas Pernambucanas, Magazine Luiza, Ultragaz, Passeio Ciclístico e almoçar no centro de Poços têm em comum? Fácil. Todos são focos de ruídos insuportáveis.

Pois é. A campanha eleitoral foi um show de desrespeito aos ouvidos, em especial as de Paulinho Courominas e Paulo Tadeu, cada qual com seu "jingle", sua musiquinha: "bom de serviço..." ou "vote certo pra ganhar...". Cansaram, mas felizmente passou rápido.

Os demais, exceto o "passeio ciclístico da primavera", que espero só aconteça nas próxima primavera (lembra do Rock´n´Rio Lisboa?), vão continuar a nos atormentar sabe-se lá até quando.

Não consigo entender alguém reunir um grupo enorme de ciclistas para festejar a chegada da "mais bonita das estações" e este passeio ser escoltado por sirenes em volume altíssimo, mais um caminhão de som com um sujeito "esguelando" ao microfone. Foi o que aconteceu neste sábado (11/10). Qual é a dificuldade de fazer um passeio silencioso, no qual os participantes -teoricamente esportistas ou não, mas que apreciam o contato com a natureza- possam dedicar sua atenção ao que há de bonito ao longo do trajeto? Não. Tem que ter barulho, e alto, caso contrário algum boçal pode dizer que "fica monótono".

Magazine Luiza e Pernambucanas podem ser classificadas de intoleráveis. Grandes redes, grandes verbas para investir em mídias como tv, rádio ou jornal, não precisam de carros de som tocando "sua vida faz a nossa vida" ou alardeando a promoção do "Caminhão do Faustão". Moro no décimo andar do edifício e quando passam pela minha rua tenho certeza que estão na janela, tão alto é o som. Parece que voam. Além disso, ambas gostam de "colocar a banda na rua", tocando nas portas das respectivas lojas "música" de gosto duvidoso ou zero. Semana passada, passei em frente ao Magazine Luiza e a música que estava tocando era "vem aqui que agora eu tô chamando, vem meu cachorrinho a sua dona tá mandando". Cachorrinho? Saí correndo...

Sabe o que faço? Simplesmente não compro nada nem de uma nem da outra. "Deletei" ambas da minha preferência. Quando (e se) respeitarem meus ouvidos, posso mudar de idéia, um dia. E não me venham com a conversa de que "está dentro dos decibéis permitidos por lei". Se me incomodou está acima dos decibéis que eu tolero. Jato decolando também está dentro dos decibéis da lei, e nem por isso deixa de incomodar.

Para Ultragaz e sua representante local já mandei uma dezena de emails, até para a Ouvidoria da empresa. Deram retorno, mas sem efeito. Toda manhã um caminhão percorre as ruas próximas da minha casa buzinando insistentemente. Inacreditável. Como estou no alto, dá para acompanhar a volta toda do buzinaço pelos quarteirões. Não raro há mais de um caminhão ou um combalido Toyota Bandeirante em ruas próximas, tocando em "harmonia", sonorizando meu café da manhã. Reclamei, mas não adiantou. Justo a Ultragaz, que anos atrás criou uma musiquinha muito boa, denominada "Sinos da Rua", para combater o desgastado "Pour Elise" eletrônico que infernizava nossos ouvidos. Esta também foi fácil. Troquei de marca.

Já o almoço diário no centro virou um tormento. Ora é o restaurante X, ora a loja Y, cada qual anunciando num carro de som. Às vezes há dois carros juntos, alto volume, baixa velocidade. É sério. Você já viu? Fazem questão de andar "beeeeem devagariiiiinho"... Ou seja, além de atormentarem com o som, ainda por cima atrapalham o trânsito. Há até alguns "importados", como um Gol com placas de Limeira, SP. Sensacional: não bastam os barulhentos locais, temos os de fora também. Mas são todos "bonzinhos": pelo menos quando param no semáforo diminuem o volume do som.

Se você não sabe, apenas para referência: operar uma fábrica que não polui o meio ambiente exige licenciamento ambiental em todas esferas (Departamento Municipal, Secretaria Estadual, IBAMA). Carro de som não. Basta colocar uma caixa de som na capota ou lotar a caçamba da pickup com alto-falantes. Sem pedir licença nem perdão.

Poluição sonora é tão grave quanto poluir o ar ou os rios. A quem afeta? Todos nós! Vai ser uma tarefa difícil para o novo prefeito resolver. Mas tem que resolver. Deixar quieto é que não pode. Até porque se deixar quieto vai ser uma barulheira infernal!

Fora isso há o argumento dos poluidores: "estamos trabalhando, é melhor que roubar", que todo sujeito que atua na informalidade usa. Roubar dá cadeia. Poluição sonora não.
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Bom mesmo é o sujeito do milho, que tira "na garganta": "Ôpa, ó o mio verde!!!"
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sábado, 11 de outubro de 2008

"POSITIVO, OPERANTE"


Mega-operação da Polícia hoje pela manhã em Poços de Caldas. Denominada "Operação Medusa", provocou alvoroço e curiosidade, em especial pelo espetacular sobrevôo do helicóptero da Polícia Civil. O objetivo -bem sucedido- da operação era o combate ao tráfico de drogas, cujo resultado foi a prisão de 39 pessoas e a apreensão de um menor de idade. Participaram policiais de 16 cidades da região, com grande quantidade de viaturas, que tiraram de circulação drogas como maconha, crack e cocaína. Ótimo. Limpou das ruas um monte de lixo.
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quinta-feira, 9 de outubro de 2008

PRIMEIRA MATRIZ

Bem no centro de Poços, na Rua São Paulo, em frente à Caixa Econômica Federal, esconde-se (literalmente) um marco histórico de Poços de Caldas: a Igreja de Santo Antônio. Pequenina, quase uma capela, está espremida entre prédios, lamentavelmente construídos sem o necessário espaço que este monumento merece.

No interior da igreja, toda ela em excepcional condição, há uma pintura que conta a história do templo, cujo texto reproduzo abaixo:

SÍNTESE HISTÓRICA
"extraído do livro de tombo"
1881 - Doação do terreno.
1882 - Início da construção deste templo,
"Primeira matriz da cidade."
1883 - Consagração da igreja ao
Senhor Bom jesus da Cana Verde.
1887 - Edificação da tôrre.
1905 - Construção da sacristia.
1907 - Entronização da imagem do glorioso
Santo Antônio, que passou a dar o nome à igreja.
1960 -- 1965 -- 1970
Substanciais reformas
A mais importante - reforma do telhado que
ameaçava ruir em 1960.
Barão de Ibitinga, doador do terreno.
Antônio Ferreira Rodrigues e sua esposa
dona Olimpia, que, com Joaquim Bernardino Breves,
construiram a igreja.
Mons. Trajano Barroco, que entre as inúmeras
realizações em prol do bem estar material,
intelectual e espiritual dos Poçoscaldenses,
incluiu as três últimas reformas dêste templo.
Dezembro de 1970.

A Rua São Paulo é outra passagem obrigatória em Poços, mas a igreja é quase "invisível". Vale a visita, pois ali está uma parte importante da história da cidade.
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domingo, 5 de outubro de 2008

QUE COURO, MINAS!

Poços de Caldas já tem novos chefes do executivo: Paulinho Courominas e Gláucia Boaretto. Com todas as urnas apuradas, confirma-se o resultado da última pesquisa, que dava vantagem de 23% para Courominas sobre Paulo Tadeu. O resultado apontou mais de 25%. Surpreendente. Imaginava que ficasse na casa dos 10%, o que já seria uma boa vantagem. O comitê de campanha do PT também deve estar surpreso com a diferença.

O total de votos para prefeito ficou assim:

1. PAULINHO COUROMINAS - PPS - 47.127 votos - 59,54% dos votos válidos
2. PAULO TADEU - PT - 26.734 votos - 33,77%
3. WALDIR INACIO - PSOL - 4.228 votos - 5,34%
4. MARCOS MATAVELLI - PC do B - 1.069 votos - 1,35%

Votos Brancos 2.940; nulos 5.650; abstenções 15.788.

Note o total de votos "desperdiçados", muito preocupante: mais de 8 mil eleitores foram às urnas para anular o voto ou votar em branco. Tudo bem que mais que um direito, votar é uma obrigação. E todos têm o direito de fazer o que quiser com seu voto. O fato é que votar deixou de ser uma coisa excepcional para entrar no cotidiano das pessoas, daí o desinteresse. Coisas da democracia.

Confira abaixo os 20 candidatos a vereador mais votados, seus partidos, o total de votos e o percentual em relação aos votos válidos:

1. ANTÔNIO CARLOS PEREIRA - DEM -3.096 -3,87%
2. ALVARO CAGNANI - PSDB -2.749 -3,44%
3. PASTOR VALDIR SEMENTILE - DEM -2.460 -3,08%
4. PAULO EUSTÁQUIO - PTB -2.190 2-,74%
5. MARCUS TOGNI - PPS -1.959 -2,45%
6. DR. ROGÉRIO - PPS -1.864 -2,33%

7. DRA. REGINA CIOFFI - PPS -1.738 -2,17%
8. JOAQUIM DA FARMÁCIA - PMDB -1.689 -2,11%
9. WALDEMAR - PMDB -1.673 -2,09%
10. TIAGUINHO CAVELAGNA - DEM -1.586 -1,98%
11. SERGIO DA COOPOÇOS - PMDB -1.572 -1,97%
12. DR. MARCOS EDUARDO - PMDB -1.558 -1,95%
13. PROFESSOR FLAVIO - PT -1.463 -1,83%
14. PAVIL - PTB -1.418 -1,77%
15. LICAL - PTB -1.332 -1,67%
16. APARECIDO NASCIMENTO (URUTU) - DEM -1.205 -1,51%
17. JONEI EIRAS (VINHA DO SENHOR) - PSDB -1.199 -1,5%
18. TOTONHO GUERRA - PPS -1.176 -1,47%
19. DR. CIOFI - PTB -1.117 -1,4%
20. CIÇA - PSB -1.108 -1,39%

Os nomes que aparecem destacados em negrito são os candidatos que assumirão as 12 cadeiras na Câmara. De novo pesou o "quociente eleitoral" (veja no post de 19/9), desta vez trazendo dois candidatos do PT com menos votos, "puxados" pelos votos que o partido obteve. Não é o caso de discutir a lei -lei deve ser cumprida. Do ponto de vista do eleitor, sempre vai soar estranho um candidato com 1.572 votos não assumir o mandato frente a outro com 1.108 votos, ou mais de 40% de diferença. Coisas do sistema eleitoral brasileiro, que precisa de reformas urgentes. Particularmente não gosto do método do quociente. Acho que o Sérgio da Coopoços e o Dr. Marcos Eduardo tambném não gostam. Tiveram mais votos, mas não se elegeram. A vontade de seus eleitores no fim valeu menos do que os eleitores da candidata Ciça. Dura lex, sed lex: a lei é dura, mas é lei!

Os 14 eleitos (prefeito, vice-prefeita, vereadores e vereadoras) são os melhores para a cidade? Os eleitores acham que sim. Boa parte tem experiência na gestão da coisa pública, tanto no legislativo como no executivo. Salvo pretensão de vôos maiores, dentro de quatro anos passarão por novo julgamento, e poderão efetivamente demonstrar a que vieram e se foram aprovados. Se forem ruins, podem "vencer" antes do prazo de validade.

Há uma formação interessante na Câmara e que merece ser acompanhada de perto: a divisão dos espaços e idéias, acima da discussão partidária, será entre as forças jovens e as tradicionais da política local. Torço para que o Legislativo seja local de bons debates, e que não exista o "voto de manada", mas o voto discutido detalhadamente. Boa sorte a todos.

sábado, 4 de outubro de 2008

COTIDIANO

Outra passagem obrigatória dos habitantes e turistas de Poços de Caldas é a Avenida João Pnheiro, na qual é impossível não se dar conta do belíssimo colorido que chega com a primavera. A foto acima mostra duas espécies bastante comuns ao longo da avenida e que ocorrem em muitos outros pontos da cidade: a "primavera", de cor rosa, que os especialistas chamam de buganvilia (Bougainvillea spectabilis) e o "jacarandá-mimoso" (Jacaranda mimosaefolia), de coloração mais roxa. Na próxima vez que passar por lá, preste atenção nas cores. A florada dura pouco tempo, e aí só no ano que vem.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O VELHO CASARÃO


Outra dessas preciosidades perdidas de Poços de Caldas: o antigo casarão, na Rua Junqueiras, 130, é passagem obrigatória de muitos moradores e turistas. Fica logo depois da Estação de Trens (esta felizmente em processo de recuperação desde a saída da Guarda Municipal), bem em frente ao Parque José Affonso Junqueira. Quase sempre paramos naquele semáforo que há defronte ao casarão, mas não damos conta de estar diante de uma verdadeira jóia em degradação.

Trata-se da “Villa Prates”, a assim denominada residência de veraneio da família do Conde Eduardo Prates, imóvel construído em 1886. Era uma edificação térrea, posteriormente modificada para “chalé”, com estilo europeu. Ao longo do tempo o projeto acabou bastante alterado, resultando em um grande sobrado de estilos variados. Ainda assim sensacional.

Segundo espcialistas, o imóvel tem “fachada principal composta de pequeno jardim com frente para o parque José Afonso Junqueira. O sistema construtivo faz-se com embasamento de pedra, estrutura portante e fechamento dos vedos em alvenaria. Cobertura em várias águas, com telhas cerâmicas e estrutura de madeira. Tipologia de tendência neoclássica com varanda destacada em sua fachada frontal, possuindo janelas de madeira, tipo veneziana em duas folhas, com vedação em caixilhos de madeira e vidro, composto de duas folhas internas, possui ainda elementos de serralheria trabalhados nos guarda-corpos das escadas, varanda e gradis limites com a rua”.

É (ou foi...) uma construção belíssima, impressionante para um leigo como eu, mas que aprecia essas “antiguidades”. Estima-se que esteja fechado há mais de 15 anos, apesar de lá residir uma família que cuida do imóvel, em especial para que não seja invadido e depredado. Esta família gentilmente autorizou minha visita ao Chalé, após eu apresentar meu objetivo: mostrá-lo e quem sabe despertar o interesse na preservação.

Logo na entrada, impressiona a altura total da fachada, por conta do pé direito bem alto e da existência de uma varanda. Esta varanda sozinha já é um show, pois possibilita visão privilegiada do parque e da Serra São Domingos. Tem impressionante grade de ferro trabalhado e piso hidráulico.

Subimos a escada de entrada e chegamos a um hall interno. Respeitosamente passamos direto por ali, pois é o espaço ocupado pelos moradores, e chegamos ao interior do casarão. Inacreditável o número de cômodos: confesso que perdi a conta quando passou dos 30. Há salas, salas ligadas a estas, banheiros conjugados, muito difícil entender a distribuição. Talvez fossem diversas suítes, cada qual com sua sala, quem sabe? No casarão já funcionaram escolas e até mesmo a Delegacia Regional de Ensino.

Pouco restou das louças, uma ou outra pia ou vaso. Há uma belíssima escada de madeira, com detalhes torneados, que não parece ser do projeto original, mas fruto de uma adaptação, ainda muito bem conservada.

Impera a poeira, visto que o casarão é muito grande e a manutenção é apenas suficiente para manter o imóvel em condições mínimas. O telhado está em bom estado, o que preserva paredes e assoalhos das infiltrações. Em um dos cômodos, o detalhe que mais me chamou atenção é um antigo vidro, com desenho jateado de um vaso de plantas, contendo as iniciais “C.P.”, de Conde Prates.

Janelas altas, corredores longos, pé direito de castelo. Visitar o casarão é uma volta ao passado. Imaginar a riqueza que ali esteve, o mobiliário, as pessoas. Há uma lenda que em certas noites é possível ouvir os passos do Conde. Não acredito nessas coisas. Por garantia, saí de lá antes de escurecer...

Recentemente foi elaborado um dossiê sobre o chalé, contando inclusive com apoio do curso de Arquitetura da PUC-PC, visando a aquisição do imóvel para sua recuperação e posterior transformação em espaço cultural. Não deu certo. O projeto para captação de recursos na ordem de R$ 4,5 milhões, embora aprovado pelo Ministério da Cultura, não conseguiu arrecadar capital e acabou arquivado. E assim o Chalé continua em pé, sabe-se lá até quando.

Parece que o atual proprietário não pretende investir nele. Nem o município. A esperança é que surja um banco com novo espaço no perfil do IMS, do Unibanco, e salve de destino pior o belo casarão. Já pensou em tomar um chá naquela varanda admirando o Parque em frente?

O CONDE

“O Conde Eduardo Prates nasceu em São Paulo a 8 de novembro de 1860. Ocupou cargos diretivos na Companhia Paulista de Estradas de Ferro e Banco de São Paulo. Também foi presidente da Companhia Central de Armazéns Gerais, da Companhia Mineraes Santa Rosa; Companhia Paulista de Navegação; e vice-presidente da Companhia Frigorífica e Pastoril de Barretos; fundou a Fazenda Santa Gertrudes, no município de São João do Rio Claro, para realizar melhoramentos genéticos no gado de corte nacional.

Além da pecuária, assunto no qual concentrou toda sua inteligência e força, a Fazenda Santa Gertrudes era usada também para o plantio de café.

Sendo um dos maiores proprietários da parte central da cidade de São Paulo, tanto a municipalidade quanto o governo estadual encontraram nele uma “alavanca” para a realização do Plano Bulevar. Sua contribuição tornou-se efetiva com os melhoramentos introduzidos na Rua Libero Badaró, através da reconstrução de edifícios com linhas arquitetônicas finas. Existia nessa mesma rua o solar dos Barões de Itapetininga, cuja área de sua imensa chácara foi cedida à municipalidade, que transformou o famoso Parque do Anhangabaú, através da ligação do centro da cidade aos jardins do teatro Municipal.

O Conde Eduardo Prates auxiliou financeiramente muitas instituições, tais como a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Orfanato Cristóvão Colombo, Igreja Santo Antônio, localizada na Praça do Patriarca, e Liceu Sagrado Coração de Jesus, sempre desdenhando qualquer prêmio político que lhe fosse oferecido por benemerência. Faleceu em São Paulo a 22 de março de 1928, aos 67 anos.
(fontes: Prefeitura Municipal de São Paulo e Associação Comercial de São Paulo.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

COTIDIANO

Sou um sujeito curioso e atento. Como sempre estou com minha câmera, aproveito por exemplo uma parada num semáforo para fazer uma foto interessante -pelo menos no meu ponto de vista- sem descuidar da atenção ao trânsito.

Hoje fiz a foto acima. Não seria nada de mais, apenas uma caixa de telefone num ponto de táxi na Praça Pedro Sanches, perto do Coreto. Mas há um detalhe importante.

Clique na foto para ampliá-la e leia: COMPANHIA TELEPHONICA BRASILEIRA - SERVIÇO LOCAL E INTERURBANO.

Pela grafia e o nome da empresa deve ser uma peça bem antiga.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

COTIDIANO

Não conheço uma pessoa que não se impressione diante de um fenômeno simples como um arco-íris. Comum mas sempre interessante, este apareceu dia 8/9. Poderia ter indicado que o ganhador solitário da mega-sena do final de semana era de Poços, mas o "pote de ouro" foi parar em outra cidade mineira.
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