sexta-feira, 30 de abril de 2010

DIA DO FERROVIÁRIO


Vincenzo e Florêncio fizeram parte de um comunidade chamada Ferroviários -pessoas que, de uma forma ou outra, ampliaram as divisas econômicas e geográficas do País, cada um a seu modo, dentro de seus conhecimentos, habilidades a capacidades. Como, aliás, fizeram milhares de brasileiros.
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Vincenzo veio da Itália há 130 anos. Homem pobre, simples e analfabeto, desembarcou em Campinas e foi trabalhar como operário braçal na Cia. Paulista de Estradas de Ferro. Florêncio, filho de Vincenzo, nascido brasileiro, começou na mesma Ferrovia como auxiliar de telegrafista, com apenas nove anos de idade. Ali trabalhou até se aposentar, quando partiu para a carreira artística. Vincenzo e Florêncio, Ferroviários, são respectivamente meu bisavô e meu avô. Se você quiser saber um pouco mais sobre a trajetória deles e seus descendentes, visite o http://www.pintorescaruso.blogspot.com/ .
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Trinta de abril marca o Dia do Ferroviário. Nessa data, em 1854, inaugurou-se a primeira linha ferroviária do Brasil, numa viagem que contou com a ilustre presença do imperador Dom Pedro II e da imperatriz Tereza Cristina. As mesmas Majestades que, 32 anos depois, desembarcariam em Poços de Caldas para inaugurar o Ramal de Caldas da Mogyana.
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O que você lê acima justifica parte do meu entusiasmo diante de uma "composição". Sempre me impressiona observar um trem passando, parado, uma locomotiva moderna ou a vapor, íntegra ou abandonada, não importa. Se em boas condições, claro, muito melhor.
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Em Poços de Caldas tentam fazer parecer que "esse trem passou". Lamentavelmente a antiga Estação está cercada, com a construção de um muro nos fundos de um posto de combustíveis vizinho, fechando o acesso à plataforma -ação no mínimo inconveniente, sob o olhar também no mínimo complacente das autoridades responsáveis pela manutenção do patrimônio histórico.
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Por outro lado, louve-se a ocupação da Estação, em breve, pela Secretaria de Turismo, essa curiosamente uma espécie de "patinho feio" da Administração numa cidade turística, que antes ocupava um espaço no Palace Casino, de lá desalojada para a restauração do local, indo parar num cantinho da Thermas, outra inaceitável oucpação indevida de Patrimônio. Agora a Secretaria vai para a Estação, o que representa uma sobrevida ao prédio, compensando, em parte, até mesmo a triste porta de Blindex lá colocada.
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É um passo. Se conseguirmos emplacar a ideia da preservação dos "Pilares da Mogyana", podemos estar iniciando a recuperação e preservação desse importante capítulo da história brasilieira em Poços de Caldas.
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A foto acima foi feita há duas semanas na pequena Monte Alegre do Sul, integrante do Circuito das Águas paulista. Praticamente pronta para uso, promete entrar em circulação em breve. Poços de Caldas tambem pode. História e capacidade nós temos.
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Clique na imagem para ampliá-la. E, quem sabe, sonhar, assim como eu sonho, com a volta do apito da "Maria-Fumaça" pelos vales da cidade.
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ESTABELECIMENTOS THERMAES - 3


Continuando no livro "Estudos de Crenologia", diz Arisitides de Mello e Souza, autor, na ortografia da época:
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"O terceiro estabelecimento foi posto a funccionar pela Cia. Melhoramentos em 1918, no local hoje ocupado pelo jardim ao lado do Palace Hotel, onde está o monumento de Pedro Sanches de Lemos".
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A legenda original da foto acima detalha: "Estabelecimento thermal construido pela Cia. Melhoramentos de Poços de Caldas, inaugurado em 10 de abril de 1918".
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Clique na imagem para ampliá-la. Amanhã tem mais.
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quinta-feira, 29 de abril de 2010

ESTABELECIMENTOS THERMAES - 2


Do mesmo "Estudos de Crenologia" do post anterior. Diz o autor, também na ortografia da época:
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"O segundo estabelecimento, o de Macacos, teve sua construcção iniciada em 1893 pelo Dr. José de Carvalho Tolentino, presidente da Empreza arrendataria dos banhos de Poços de Caldas. Deu-se sua inauguração em 1896".
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Clique na imagem para ampliá-la. Amanhã tem outra.
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quarta-feira, 28 de abril de 2010

ESTABELECIMENTOS THERMAES - 1


Vem do livro "Estudos de Crenologia - Aguas Mineraes Sulfurosas", editado em 1936 por Aristides de Mello e Souza e do qual disponho de uma cópia, uma série de quatro imagens que Viva Poços! vai mostrar hoje e nos próximos dias. Acho muito bom poder compartilhar esses materiais que, de outro modo, ficariam escondidos. Vamos lá.
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Diz o autor, na ortografia da época:
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"O primeiro estabelecimento thermal de Poços de Caldas foi inaugurado em 8 de abril de 1886 pelo Dr. José de Carvalho Tolentino, que o mandou construir sobre alicerces que em 1883 fizera levantar o coronel Agostinho Junqueira, agindo ambos pela Empresa cujos interesses alternativamente geriram. Achava-se situado à margem esquerda do Ribeirão de Caldas, cerca de 20 metros abaixo do grupo hydro-mineral de Pedro Botelho".
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Já a legenda original da foto acima conta: "O primeiro balneario construido em Poços de Caldas. - A entrada desse estabelecimento está indicada por uma seta".
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Clique na imagem para ampliá-la. Amanhã tem outra.
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terça-feira, 27 de abril de 2010

IPTU: MERA QUESTÃO DE PONTO DE VISTA

Depois da verdadeira "paulada" que foi o aumento do IPTU ano passado (12%, lembra?), justificado pela Municipalidade à época como "na realidade não é aumento esse percentual no valor do imposto. Na verdade houve o aumento no valor do imóvel, que acaba corrigindo o valor do IPTU, ou seja, esses 12,22% é a correção do imóvel" nas palavras do Secretário da Fazenda, chegou a hora de acertar as contas com a Jaguatirica 2010. Leão é leão, mas a mordida do pequeno felino municipal também é doída. Tudo depende do jeito de olhar, de acordo com um amigo que enviou as imagens abaixo. Confira.

A nossa casa, como a vemos:

A nossa casa, vista pelos compradores:

A nossa casa, vista pelos avaliadores:

A nossa casa, vista pelos bancos:

A nossa casa, vista pela Prefeitura, para cobrar IPTU:

Ótima. Clique nas imagens para ampliá-las.
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domingo, 25 de abril de 2010

TRISTE SEXTA-FEIRA FOI AQUELA


Fabrício José Mendes. Nunca havia ouvido esse nome. Pelo menos até a última sexta-feira, 23 de abril, não. Quem o pronunciou pela primeira vez aos meus ouvidos foi o Paulo Sérgio, da Rádio Difusora, comovido e indignado durante seu programa diário. Fabrício era um jovem, um desses jovens diferentes que, diante de tantas opções que a vida apresenta, escolheu uma das mais emocionantes e, por isso mesmo, perigosas. Fabrício era Policial Militar. O Soldado Fabrício, "Maranhão" para os íntimos.
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Um rapaz que, quis o destino, cruzou o caminho de um certo "Maloca", ladrão com passagens por furto, o conhecido "155", referência ao artigo de numeração equivalente no Código Penal. Nesse encontro, Fabrício entregou a vida, levada pelas mãos de Maloca, fugitivo daquela piada poçoscaldense de mau gosto chamada Presídio. Maloca fugiu da cadeia na mesma semana do "encontro" com Fabrício, uma fuga em condições que ninguém, absolutamente ninguém, explicou dignamente. Maloca fuzilou quem estava na rua para, dia e noite, nos defender dos muitos Malocas que vagam pelos vales sombrios da marginalidade Brasil afora. Poços inlcusive.
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Na mesma sexta-feira, 23 de abril, enquanto centenas de policiais ainda pranteavam o companheiro tombado, no velho palacete da Francisco Salles acontecia uma coletiva de imprensa surreal, com a presença das maiores autoridades locais protagonizando uma cena dessa espécie de "espetáculo do crescimento sulfuroso", apresentando à mídia a "novidade" da implantação da Justiça Federal na cidade.  O fato é que a "grande notícia" já havia sido publicada um dia antes num jornal da capital e, para piorar, a vinda da Vara Federal não é imediata -está prevista para acontecer até 2014. E é fato também que, do alto de seu profissionalismo, os jornalistas lá se mantiveram, certamente com a mente na triste ocorrência policial. Louvo, pois, os colegas.
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"A vida continua". "A cidade não pode parar". "Fazer o quê?". Essas podem ser algumas frases que justifiquem em vão que, mesmo diante de uma cidade comovida, chocada e questionando se no lugar do policial a vítima de Maloca não poderia ter sido qualquer outro ou outros cidadãos, nossas autoridades fizeram palanque inoportunamente -para piorar, de um benefício que pode levar até quatro anos para acontecer.
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Vinte e três de abril. Dia do martírio de São Jorge. O dia em que o bravo Fabrício, sem lança e sem cavalo branco, domou o dragão. Verdadeiro guerreiro da fé, como São Jorge venceu contra o mal essa terrível batalha -colocar Maloca novamente atrás das grades.
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Com sua atitude, Fabrício é exemplo antes anônimo, agora imortal, da busca pelo bem sem renunciar ao combate. Sem palanque. Em silêncio.
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sábado, 24 de abril de 2010

"A TERRA É VERDE!"




O título acima poderia ter sido a frase de Iuri Gagarin, primeiro homem a viajar pelo espaço, em 12 de abril de 1961, a bordo da Vostok I. Lá do alto, encantou-se com a cor dos oceanos. Azuis, claro.
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Mas se por qualquer motivo Gagarin tivesse observado apenas as águas da Represa Saturnino de Brito, em Poços de Caldas, como se apresentam nas imagens acima, feitas ontem, 23 de abril, certamente teria uma impressão errada sobre o líquido que garante a vida na Terra.
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Lá no Primário, que hoje chamam de Ensino Fudamental, aprendi que a boa água é insípida, inodora e incolor, ou seja, não tem gosto, não tem cheiro e nem cor. Exceções há, e nossas águas sulfurosas provam isso desde sempre. Mas água verde-turmalina não dá.
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Vi uma entrevista sobre o caso, na tv, com uma autoridade local cujo nome não recordo, garantindo que essa água verde não tem absolutamente nada de anormal, assegurando -penso que ironicamente- que essa coloração poderia ser "reflexo das árvores". Não fiquei lá muito convencido. Se algum biólogo mais sério puder explicar o fenômeno agradeço.
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Falando em plantas, essas tomaram conta do Complexo Saturnino de Brito. O guarda que dá plantão lá poderia cuidar de não deixar o mato crescer. Mas aí deve dar o tal "desvio de função". Melhor não. Deixa o mato crescer. Até que ocupem o espaço, reinaugurado há cinco meses.
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Não sei a razão, mas de repente fiquei sem sede e minha vontade de comer peixe passou...
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Clique nas imagens para ampliá-las.
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sexta-feira, 23 de abril de 2010

DO MINISTÉRIO PÚBLICO

Recebi do Promotor de Justiça, Dr. Sidnei Boccia, a seguinte mensagem:
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"A pedido da Promotoria, já consta no site da Prefeitura um banner com informações sobre o transporte coletivo. Contrato, TAC, decretos, reunião para solucionar os problemas, extrato das reclamações, etc. A análise dos documentos permitirá uma melhor reflexão a todos.
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Sidnei Boccia"
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NOVO SECRETÁRIO DE TURISMO


Precisou vir alguém de fora para nos ensinar a receita do Turismo. E não é um qualquer. É simplesmente o "braço direito do Dr. Niemeyer", conforme disse o presidente da nossa gloriosa Câmara Municipal. Refiro-me à presença nessas plagas sulfurosas de um engenheiro, o "responsável pelo desenvolvimento e coordenação dos projetos de Niemeyer", de acordo com reportagem do Jornal de Poços de hoje, que chegou à cidade para -acredite- conhecer in loco a área onde um dia poderá ser instalado o Paço Municipal, visto que até então o profissional conhecia o terreno por fotos. Esquisito? Se é! Compramos um projeto milionário (só nisso foram R$ 1.250 mil), recebemos um desenho, demos alguns palpites e finalmente algum preposto de Niemeyer resolveu baixar nessas bandas. Como é um projeto genérico, pode ser contruído em qualquer lugar, basta "alisar" o terreno e pronto.
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Mas o bom dessa visita ficou pela verdadeira aula de Turismo proporcionada pelo ilustre homem da calculadora. Disse o engenheiro-turismólogo, ainda na mesma reportagem, que "o objetivo da Câmara ao contratar o projeto é atrair a atenção de muitas pessoas para a cidade, já que as obras de Niemeyer são sempre referência em arquitetura moderna, principalmente para os estudantes". Para tudo! Aperta a pausa: é para isso que vamos construir uma nova sede para a Câmara? Eduardo Pederneiras nesse instante revira-se em seu leito eterno.
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Continuando sua explanação, o catedrático assevera que "a obra é grande importância para o município, principalmente para a questão turística, uma vez que vai atrair os olhares de todos os interessados por arquitetura e até mesmo curiosos para a cidade, citando outras obras que são prédios públicos, mas que nos finais de semana recebem uma visitação expressiva", conforme destaca a reportagem. Só precisa agora combinar com a empresa de Auto Omnibus para fornecer cartão Amigo no Portal da cidade a todos os turistas, já que o Paço é fora de mão em se tratando do eixo turístico municipal, claramente compreendido entre o centro histórico e a as cachoeiras da zona oeste.
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Encerrando a transmissão de ensinamentos, o mestre conclui que "quanto mais difundida esse tipo de arquitetura e quanto mais obras de Nimeyer pudermos aproveitar é muito interessante. Como todos os projetos dele são uma atração, a própria obra é uma atração".
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Muito bem. Diante de tudo isso, fosse eu secretário de turismo jogaria a toalha. Pediria as contas. Não dá para competir com um discurso desses. Nem com a verba estimada para esse "investimento no turismo local", que oscila, de acordo com quem deveria estar totalmente a par do tema -os próprios signatários da ideia- entre dez e vinte milhões de reais. Graninha boa. Já pensou se a verba da secretaria de turismo fosse desse tamanho?
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Continuo firme na minha posição, um tanto solitária, é verdade, contrária a esse projeto. Não discuto o valor de Niemeyer. Discuto sim é se a cidade tem capacidade para tanto. Não é prioridade, não vai resolver o problema de trânsito no centro, não vai melhorar a qualidade do serviço prestado pelos vereadores. O local é inapropriado, já que a cidade deveria crescer para a zona oeste, e ambientalmente não definido formalmente. São outras as necessidades da zona sul, e certamente um investimento turístico ali não é prioridade.
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Embora representem o Povo, nossos valorosos vereadores, nesse caso, não fizeram questão de nos ouvir. O assunto partiu de uma questionável "reunião informal". Tento um paralelo na iniciativa privada, com um grupo de executivos definindo um investimento dessa magnitude num "reunião informal": o dono da empresa certamente os convocaria para uma conversinha séria, antes da demissão.  Não houve audiência, não houve consulta, não aconteceu uma apresentação digna do projeto muito menos dos custos previstos. E o dinheiro da Câmara, embora aparentemente autônomo, é sim do Povo, vindo diretamente dos cofres da Francisco Salles. Vem do imposto recolhido e deve ser consumido com respeito e parcimônia. Mas sequer sabem o custo total do projeto! A Carta de Demissão virá no futuro, por meio do botão verde, ou pela divina intercessão do Ministério Público, que, sei, acompanha de perto o affair Paço Municipal.
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É bom correr. Com 102 anos vividos,  a expectativa de vermos cumprida a promessa do presidente da Câmara, em entrevista à Rádio Difusora, de uma visita de Niemeyer a Poços, é cada vez mais improvável. Como é improvável que o mesmo presidente lance a pedra fundamental desse projeto nesse seu último ano à frente do Legislativo.
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Em tempo: se temos Palace Casino, Palace Hotel, Thermas Antonio Carlos, Serra de São Domingos, Cristo Redentor, Teleférico, Cascata das Antas, Véu das Noivas, Recanto Japonês, Urca, Museu Histórico e Geográfico, Fonte dos Amores, Parque José Affonso Junqueira, Praça Pedro Sanches, Monumento Minas ao Brasil, o centenário Prédio da Prefeitura, Igraja Matriz, Pedra Balão, Bortolan, Cipó, Aquário, Relógio Floral,  Festas de São Benedito, Uai e outras, Chalés e até mesmo um Monotrilho, definivamente o Projeto Niemeyer vai ser um "divisor de águas" em Poços de Caldas. Vai revolucionar o turismo local!
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MUITA ÁGUA AINDA VAI ROLAR


A notícia é a seguinte, publicada semana passada no site da Câmara: "Audiência Pública discute alterações no perímetro urbano do município". Se você fica satisfeito apenas com a leitura de títulos e manchetes, pode achar que a cidade vai apenas ampliar a cerca. Mas se você é como eu, que gosta de ler as entrelinhas, acompanhe essa situação séria.
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Se tem um ônibus que não para de jeito nenhum, em Poços de Caldas, é aquele que carrega o letreiro "Paço Municipal". Depois da criação de um inusitado "puxadinho" no mapa da cidade, esticando as linhas para incluir a tal área na zona sul como local passível de receber a implantação do majestoso e não menos ambicioso projeto, "rasgando" descaradamente  o Plano Diretor, nosso Paço -que de cara poderá ter um palácio com a grife Niemeyer, projeto já contratado, em andamento e com parcelas pagas, para deleite daqueles cujos olhos brilham de alegria diante de um investimento dessa magnitude, embora com o dinheiro do Povo- volta à discussão como objeto de uma audiência pública, a ser realizada hoje, 23 de abril, coincidentemente a data em que os homens de preto do CQC prometeram voltar a Poços para checar se os compromissos oficiais em relação ao sistema de transporte estão efetivamente acontecendo.
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Diz a "convocação", publicada no site da Câmara, que o Poder Executivo pretende a "supressão de dispositivos incluídos através da lei que alterou o Plano Diretor através de emendas dos vereadores e a administração os considera inaplicáveis. São eles: fazer-se acompanhar por documento com Anotação de Responsabilidade Técnica, junto ao CREA, a ser elaborado pelo Presidente do DMAE, ou o responsável técnico que responder pela autarquia, assumindo a responsabilidade dos impactos negativos sobre a área de manancial do Ribeirão Várzeas de Caldas; conter documento com Anotação de Responsabilidade Técnica junto ao CREA do Presidente do DMAE, ou responsável técnico que responder pela autarquia, demonstrando que mesmo com a implantação do Paço Municipal, Cidade Judiciária e órgãos de atividades correlatas, o abastecimento de água na zona sul não será afetado, garantindo as mesmas condições do Plano Diretor de Abastecimento do DMAE elaborado em 2004" .
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Parece confuso? Não é. Não há nenhuma discussão nesse momento, como faz crer o título da nota, sobre alterações no perímetro urbano da cidade. Esse assunto é "bilhete corrido", teria dito meu velho pai. Os tais dispositivos incluídos, nos quais agora o executivo pretende dar fim, forçam a responsabilidade técnica, como há em qualquer obra, documentada junto ao Conselho de Engenharia, devidamente assinado pelo presidente do DMAE ou outro técnico que assine pelo órgão. Quem assinar o documento poderá ser cobrado, no futuro, por problemas que venham a ocorrer em função da implantação do Paço, especificamente poluição ou outros que afetem o ribeirão e o abastecimento de água na zona sul. Diz a mensagem do chefe do executivo que "a revogação dos dispositivos faz-se necessária em virtude da impossibilidade de cumprimento de suas disposições, conforme esclarecimentos técnicos que será apresentados em complemento à presente mensagem". Importante saber quais são os motivos dessa "impossibilidade", e que poderiam ter constado na documentação enviada à Câmara. Se estiverem embasados em limitação legal, ótimo.
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Não sei não, mas está parecendo que ninguém quer assumir riscos, mesmo que muita autoridade bata o pé dizendo que a população deve ficar tranquila, afirmando não haver problemas na construção de um conjunto de edifícios públicos naquele local. Ambientalistas garantem que o local é impróprio. Autoridades municipais reiteram que está quase tudo definido. Ministério Público afirma que nenhuma máquina pode entrar lá, por enquanto. A Câmara, ansiosa, estima bater estacas em breve.
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Saia justíssima para os vereadores, que saíram na frente comprando um projeto milionário e que, de acordo com as boas práticas da arquitetura, não pode ser implantado em qualquer lugar. Enquanto isso, o jeito é esperar. E espernear.
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Confira a íntegra da notícia em:
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quinta-feira, 22 de abril de 2010

DE CASTIGO


O Ministério Público de Minas Gerais determinou a suspensão das vendas do Toyota Corolla em todo o Estado. A decisão administrativa foi tomada após alguns modelos terem apresentado problemas de aceleração contínua.

A determinação vale a partir de hoje (22/4) e, segundo o MP, tem por objetivo "impedir que a vida, saúde e segurança dos consumidores continuem a ser expostas a riscos, pela ausência de informação"

No mês passado, a Assembleia Legislativa de Minas realizou uma audiência pública para ouvir vítimas da suposta falha. Uma delas relatou que seu Corolla acelerou repentinamente quando entrava na garagem. O freio não respondeu ao comando e ela só parou quando bateu em uma parede. Outra contou que o problema ocorreu quando arrancava, após parar num semáforo. Sem que ela pressionasse o pedal do acelerador, o carro saiu em alta velocidade.

Segundo o MP, os representantes da Toyota alegaram que os casos de aceleração foram causados pela falta de fixação do tapete, cujo deslizamento causou o travamento mecânico do acelerador. A montadora também argumentou que os recalls feitos nos EUA não eram necessários no Brasil, pois os tapetes e os pedais de acelerador dos veículos americanos não são os mesmos utilizados nos vendidos no País.

A venda do Corolla só será liberada quando a Toyota adotar as medidas determinadas pelo Procon: informar com clareza os riscos do produto, substituir os tapetes já revendidos no mercado por produtos seguros, melhorar o processo de fixação e promover o recolhimento dos tapetes que foram ou estejam sendo ofertados por sua rede de concessionárias.
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Fonte: www.estadao.com.br
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Atualizando -  No começo da noite a Assessoria de Imprensa da montadora enviou a seguinte nota:
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Com relação à decisão do Ministério Público de Minas Gerais de suspender as vendas do modelo Toyota Corolla naquele Estado, a Toyota esclarece:

1) A campanha de recall do pedal do acelerador anunciada pelas afiliadas da Toyota Motor Corporation não afeta os modelos vendidos no mercado brasileiro. Os componentes dos modelos usados nas regiões atingidas pelo recall são diferentes dos componentes usados nos veículos Toyota vendidos no Brasil.
2) A decisão do Ministério Público de Minas Gerais é baseada em alguns casos de aceleração involuntária reportados por clientes. Após análise desses casos, a Toyota identificou que o retorno do pedal do acelerador foi afetado pelo mau posicionamento ou instalação incorreta do tapete do motorista, assim como pelo uso de tapetes não genuínos, incompatíveis com o projeto do veículo.
3) A Toyota do Brasil reconhece e lamenta o registro destes casos com o modelo Corolla 2009, lançado em abril de 2008, e fundamentada em intensas avaliações assegura que:
A) Os veículos Corolla não apresentam qualquer defeito que possa vir a causar aceleração involuntária;
B) Os tapetes genuínos Toyota foram projetados para assegurar perfeita montagem no veículo e desde que instalados corretamente não apresentam possibilidade de interferir no movimento do pedal.
4) Neste sentido, a Toyota do Brasil respeita, mas não concorda com a decisão de suspender as vendas do Corolla no Estado de Minas Gerais e tomará as medidas necessárias que preservem seus direitos.
A Toyota mantém-se empenhada juntamente com as autoridades competentes no completo esclarecimento e orientação ao público consumidor.
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Toyota do Brasil
Assessoria de Imprensa
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terça-feira, 20 de abril de 2010

SEGUSO, O VISIONÁRIO


Obra de arte diretamente das mãos de Mario Seguso. Inédito, o desenho ganhou vida logo na primeira semana de implantação do novo sistema de transporte coletivo em Poços de Caldas, antes do assunto ganhar proporções nacionais. Seu Mario deve ter um bola de cristal -da Cá d´Oro, claro! 
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Clique na imagem para ampliá-la.
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O SONHO DA SEDE PRÓPRIA


No BNH das verbas públicas ou meio-privadas, realizar o projeto da construção é muito mais fácil do que na vida nada virtual dos que dependem da precariedade de salários rasteiros ou mirabolantes projetos habitacionais oficiais, nos quais o cidadão pé-no-chão entra, invariavelmente, no mínimo com o braçal mutirão. Que o diga o recém-desverticalizado DME, autor do edital publicado em 23 de março, informando a "contratação de empresa para elaboração de projeto executivo de arquitetura e demais projetos executivos complementares para a construção da sede administrativa do DME-PC". O projeto do novo prédio estava disponível em http://www.dme-pc.com.br/editais.php?modalidade=Tomada de Preço , mas o link foi removido antes do fechamento dessa postagem.
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Para a construção do "Paço Municipal Energético", prédio que deverá ter uns 6 mil m2 de área construída, em terreno de 2 mil m2 na esquina das ruas Pernambuco e Amazonas, com pelo menos quatro pavimentos, sendo dois subsolos (as medidas são meras estimativas, já que não localizei no calhamaço eletrônico das especificações do projeto a metragem total), o DME já sai eletrocutando R$ 200 mil apenas na "elaboração dos projetos", reproduzindo palavras do próprio edital. Sabe-se lá o valor total da obra pronta, que certamente está saindo das contas de energia da população, a exemplo desses "duzentinhos" acima. Não espere nada muito singelo, afinal, uma cidade que vai ter seu próprio Niemeyer merece mais e mais edificações vistosas, verdadeiros mostruários da Blindex. Esqueçam aquelas "bobagens" de prédios históricos, palaces, cassinos, termas. A onda é o porvir. O futuro está aí. E, tal como no projeto Niemeyer, haverá alguém a justificar que "nem é tão caro assim" ou "nesse valor estão incluídos diversos projetos". Definitivamente: o ignorante serei eu, que perdi a noção do dinheiro? Ou será que em Poços o capital abunda?
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Uma coisa é certa: se depender do resultado de reuniões no novo prédio, a população estará muito bem servida -nada menos que cabalísticas sete salas de reuniões estão previstas no projeto. Haja reunião! Parafraseando o finado e inigualável Ataíde Patreze, o DME "é simplesmente... um luxo"!
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Tirando o dedo da tomada, uma dúvida que me atormenta há tempos, e que ficou maior nessa crise de transporte na cidade: com tanta disponibilidade de energia, Poços não tem (e até onde minha vista alcança nunca teve) ônibus elétricos. Alguém pode me explicar?
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

BLOGS: FACAS E FACADAS


Por Wiliam de Oliveira
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Tem crescido no mundo as redes sociais, fruto da presença da Internet no cotidiano das pessoas. Blogs, orkuts, twitters, são os novos formatos que invadiram o mundo virtual. E como tudo o que é pessoal, cada um usa a sua maneira, de acordo com a sua cultura, sua formação, jeito de ver a vida e as coisas. Nada mais natural e democrático.
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Em Poços de Caldas, não é diferente. Os blogs chegam onde a mídia tradicional (jornais, emissoras de rádio e televisão) tem dificuldades para alcançar. A velocidade, a facilidade de postagem de comentários, baixo custo e a interatividade são características que auxiliam o crescimento, leitura e audiência dos blogs.
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Este instrumento se tornou então, um espaço de discussão e reflexão de muitos assuntos: literatura, política, esporte, comportamento, saúde etc. Os blogs têm contribuído para ampliar o conhecimento, a pluralizar a informação e principalmente, a formar redes de pessoas que possuam interesses comuns. Assim, se gosto de futebol e crio um blog sobre o assunto, em pouco tempo, inúmeros outros amantes do esporte estarão se comunicando comigo e neste contato, cria-se o que se pode chamar de inteligência coletiva, fruto da soma dos conhecimentos.
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Daí a importância dos blogs nos dias atuais. Veículos de informação e formação cultural, científica, de cidadania até, através do convívio salutar entre opiniões divergentes.
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O blog assim é faca que auxilia a cortar alimentos diferenciados formando uma “salada mista” salutar para a sociedade, pelas cores contrastantes, diversificação e pluralidade dos nutrientes.
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Porém, se muitos que criam e utilizam os blogs têm esta concepção, outros infelizmente, se valem do mesmo instrumento como “arma branca” com o objetivo de alimentar desavenças, inimizades, semear inverdades e maledicências.
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Atrás de um anonimato intencional ou de um codinome, se aproveitam de blogs de maior audiência e utilizam o espaço para caluniar, difamar e macular a imagem de pessoas e instituições.
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Infelizmente, não há o que fazer, já que cada um usa a linguagem de acordo com a sua ética, sua moral e (in) compreensão do mundo.
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Cabe ao leitor, pelo menos àqueles que acreditam no blog como instrumento do saber e do crescimento coletivo, separar o “joio do trigo”, norteado pela sabedoria milenar que nos ensina que “pessoas inteligentes discutem idéias, outras medianas discutem eventos e outras ainda discutem pessoas”.
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Wiliam de Oliveira é Jornalista
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Nota do Editor: não abro espaço no Viva Poços! para textos de opinião que não sejam de minha autoria, mas considero bastante oportuna a abordagem do Wiliam.
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domingo, 18 de abril de 2010

PREVISÃO DO TEMPO


A foto acima mostra a antiga estação do Serviço de Meteorologia de Poços de Caldas. A ponte que aparece à direita é a que ainda hoje existe na Praca Dom Pedro II, também conhecida como Praça dos Macacos.
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Aguardo que os amigos do Viva Poços! confirmem a localização, bem como se a construção à esquerda era o antigo Balneário e até que ano existiu o Posto de Meteorologia.
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Clique na imagem para ampliá-la.
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sábado, 17 de abril de 2010

SAMBADINHA


Ponto fixo de "empreendedores individuais do ramo de higiene automotiva", o semáforo da João Pinheiro com a Gama Cruz é um tormento para os motoristas. Parece haver até uma escala de turnos, de dia um, de noite outro desses "lavadores de parabrisas". Não perguntam se podem tocar no seu carro -já vão esfregando o tal rodinho no vidro, com aquela sopa de água encardida com sabão, numa atitude que evidentemente constrange o motorista, jogando-o no infernal sentimento de culpa pelo irmão menos favorecido que ali está labutando, mas poderia estar roubando. Discursinho que não me comove, porque todo mundo sabe que roubando o sujeito pode acabar em cana ou pior. Uma praga antiga, que a cidade não consegue combater.
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Ir ao centro de segunda à sexta, então, é um martírio. Malabaristas, equilibristas, vendedores de brigadeiros, todos ali, cada um "defendendo o seu". Esse "seu" aí do lado, no caso, quase sempre de olho no "meu". No sábado essas almas errantes somem. Também, ninguém é de ferro, não?
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Claro que um dia esse panorama vai mudar, e aí o sujeito não mais saltará ardilosamente, à noite, de trás da árvore, para o serviço. Não. Ele se aproximará e educadamente perguntará: posso limpar seu parabrisas? E eu, então, responderei: não!
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Clique na imagem para ver ampliado o "Passo do Flanelinha".
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sexta-feira, 16 de abril de 2010

NEM ME CONVIDARAM!


Direto do site oficial da Municipalidade - O chefe do executivo "está avaliando propostas de reformulação do Julhofest, nas férias de meio de ano, e da Festa Uai, em agosto". Diz ainda a nota de 15/4 que a secretária de Turismo e Cultura "está mantendo contatos para viabilizar parcerias visando a realização dos tradicionais eventos".
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Boa notícia -os eventos são tradicionais e importantes para a cidade. E, a julgar pelos pratinhos e xícaras da foto, as festas serão regadas a café e pão de queijo. Aliás, amigo leitor, "prestenção" no tamanho dos quitutes e nos sorrisos dos clicados: só de ver a foto fiquei salivando igual ao cachorro do Pavlov. E sem ouvir a música!
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Foto: site PMPC
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quinta-feira, 15 de abril de 2010

RUA É VITRINE?


Na mesma linha da postagem anterior, no mesmo local e horário, em frente a Estação Ferroviária, essa fila de meia-dúzia de coloridos mini-caminhões de corrida. Perguntei a um frentista do posto próximo se estavam à venda e ele disse que "não, vão ficar no kartódromo, R$ 10 por seis voltas" ou algo assim.
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Na foto, detalhe ampliado da placa de proibido parar e estacionar ônibus e caminhões. Tudo bem que um mini-caminhão é menor que um carro, mas o Demutran poderia incluir uma placa ali proibindo usar o espaço de todos para mais uma "magnífica" campanha de marketing. Particular, claro.
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Clique na foto para ampliá-la.
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RUA É LOJA?



Vou virar comerciante. Não vou ter endereço fixo. Posso me instalar na Rua Prefeito Chagas ou em frente a Estação Ferroviária. Vou parar meu carro num desses muitos "locais nobres" (quem sabe até no estacionamento do shopping...), colocar uma placa com propaganda do meu produto ou da minha grife e pronto. Não? Não posso? Mas sou só eu? E os outros, podem?
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É. Propaganda é a alma do negócio. Na rua, que é de todo mundo, melhor ainda. Nem mesmo Philip Kotler pensaria numa estratégia de marketing dessas.
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Hoje, na hora do almoço. Clique nas imagens para ampliá-las.
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

“SE POLÍTICO PEGASSE ÔNIBUS...”


Foi com a frase acima que o CQC, da Band, encerrou a matéria sobre o transporte público em Poços de Caldas, veiculada em 12 de abril. Depois de ver e rever a reportagem, penso que não era assunto para mídia nacional, mas um problema de circunscrição municipal, que deveria ter sido resolvido dentro de nossa cerca. Impossível pensar em qualquer comparação com o primeiro Proteste Já pós-férias do programa, que mostrou a prefeitura de Barueri, SP, caindo numa bem preparada armadilha com a doação de um aparelho de tv à Secretaria de Educação que, devidamente equipada com rastreador GPS, acabou na casa de uma funcionária de uma escola daquela cidade. O nosso caso, longe de subestimar, do ponto de vista do espetáculo, do peso, era mais fraco. Por isso achei que o material não iria ao ar. Errei.
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Na pauta sobre Poços de Caldas, feliz e habilmente a produção do programa tirou as veias político-partidária e festiva do assunto -claro que há, justas e democráticas- além dos jovens que foram à Câmara Municipal com suas câmeras digitais para se fotografarem ao lado de Danilo Gentili, ou algum discurso mais inflamado de um vereador querendo aproveitar o holofote. Tudo isso foi deixado de lado. Na prática, a confusão criada numa pequena cidade do interior de Minas Gerais serviu de âncora para a discussão proposta por Marcelo Tas: “o transporte público no Brasil geralmente é um lixo”, disse o ex-Ernesto Varela e Professor Tibúrcio.
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Lamentável foi o “debate” protagonizado entre nosso prefeito e o dono da empresa de ônibus, caricaturado na imagem acima. Ambos sempre caminharam lado a lado no assunto, demonstrando sozinhos certa harmonia, mas na hora “h” acabaram perdidos em suas falas pela pura falta de conhecimento de como se apresentar diante de um jornalista que “bate forte”. Faltou até mesmo quem os orientasse na questão da postura -desde o prefeito com seu indefectível terno cinza (ora desabotoado) começando a fala com seu tradicional “é uma alegria receber vocês aqui” ou o empresário com olhar assustado concedendo entrevista em local inadequado, semelhante a um depósito de caixas velhas. O prefeito ainda fez um lacônico “pedido” ao final de sua entrevista: que voltem a falar com ele caso retornem à cidade para conferir a promessa de que a situação estaria totalmente resolvida até 23 de abril próximo, enquanto o empresário virava as costas e abandonava a entrevista. Era tudo que o repórter queria: ser deixado falando sozinho, não sem antes arrancar a contradição à fala do prefeito.
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Se um emissário oficial esteve no hotel para dar boas vindas a Gentili, poderia ter usado toda essa sua engenhosidade matreira para sintonizar os discursos, de modo que as entrevistas não acabassem como acabaram. Bastava marcarem com o repórter a hora da entrevista, recebê-lo em condições dignas, apresentar e ponderar o todo do projeto e, principalmente, ter humildade de assumir os erros desse trabalho, como fez ainda que tardiamente o prefeito em sua fala.
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O pastelão, produzido pela inépcia da própria Municipalidade não antevendo as dificuldades e problemas que a implantação do novo sistema poderiam trazer (e trouxeram, as muitas modificações e aquisições de veículos provam os erros), bem como a demora para corrigir e não levar em conta que a “manifestação de garotos” poderia crescer e ir para a grande mídia, foi bem ilustrado por uma inusitada competição “charrete x ônibus”. Nós, poçoscaldenses, sabemos que a comparação é equivocada, já que charretes não têm itinerário nem param em pontos. Do ponto de vista da plástica, da comoção, um show.
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“Falem mal, mas falem de mim”. Pode parecer que fiquei maluco, mas acho que a reportagem vai trazer benefícios para a cidade no campo do turismo. Mostrou belas paisagens como a vista do alto da Serra ou o bucolismo de Poços e seus passeios de charretes. Internamente, o caso CQC representa desgaste político para a figura do prefeito, que contava apenas com o dono da empresa nessa luta contra os leões. De acordo com a reportagem de capa do Jornal de Poços de hoje, o chefe do executivo “assumiu a responsabilidade” que, na verdade, sempre foi da Prefeitura -falei isso uma dúzia de vezes aqui. Reconheceu ainda na entrevista a queda de popularidade, o que pode custar caro aos seus aliados em ano de eleição para deputados estaduais e federais. Tudo isso depois de dizer a Gentili que “temos cobrado a empresa para que corrija” e “a população tem toda razão”. Cabeça fria mostra que humanos erram. Melhor ainda é quando corrigem os erros. Nesse ponto a entrevista do prefeito foi positiva.
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Vereadores, esses devem estar felizes, depois da deplorável “lavada de mãos” que protagonizaram, incluindo a publicação de uma uma nota oficial tentando inutilmente explicar a ausência de Suas Excelências no assunto. Ignorados pela reportagem, no quesito transporte nossos legisladores andam mais entretidos com a licitação para locação de 12 vagas de estacionamento para seus ”possantes”. Tíquetes aos cuidados do povo, claro.
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O assunto CQC vai render durante muitos anos, e certamente a oposição manterá as imagens em seus arquivos, lembrando sempre que necessário e conveniente o dia em que fomos levados à mídia nacional por um assunto que poderia ter sido liquidado na origem. Não temos nada o que comemorar. A hora é de humildade, de todos os lados, diante da exposição que tivemos frente a um grave e inegável problema local. E fazer desse abacaxi uma boa limonada, não sem antes dar à população a ciência exata do projeto de integração, com a base de dados real, disponível nas planilhas que empresa e prefeitura compartilham.
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Festejar um inimigo ou adversário apanhando nacionalmente não é mérito para ninguém. Nem fará Poços de Caldas crescer ou ser melhor.
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O vídeo com a reportagem, de cerca de 11 minutos, está em:

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POÇOS NA GLOBO



Hoje cedo, no Bom Dia Brasil, durante a apresentação da previsão do tempo, imagens ao vivo de Poços de Caldas, mostrando o Cristo e a Praça Pedro Sanches. Bacana. Note a temperatura naquele momento: 8 graus.O próximo inverno promete!
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

OS PILARES DA MOGYANA


Cuidar corretamente do patrimônio histórico é uma atividade da qual nossa cidade deve se orgulhar. Palace Casino em franca recuperação, Thermas Antonio Carlos aguardando o momento de receber a atenção merecida, casarão do Country Club recém-recuperado ou a breve entrega da Estação Ferroviária são bons exemplos de preservação e capacidade de atração para os mais diversos perfis de visitantes e moradores de Poços de Caldas.
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Nesse momento, abril de 2010, um dos mais antigos e importantes patrimônios ainda existentes no município -talvez o mais antigo em condições originais, com 127 anos- pode desaparecer, engolido pelo mato e pela perigosa aproximação da expansão imobiliária: são os pilares do "Viaducto do Ramal de Caldas da Cia. Mogyana".
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O livro "Memorial da Companhia Geral de Minas", de Don Williams e Alex Prado, reproduz uma descrição técnica da obra: "1883 - Companhia Mogyana, ramal de Caldas, viaducto de Poços. Viaducto em curva de 82 m. de raio. Encontros e pilares de alvenaria. Vigias de alma cheia. 5 vãos de 13 metros, cada um. Custo da obra 78:000$ ou 196.560 francos ao cambio de 24d. por 1$000”.
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Construído entre 1881 e 1883, o viaduto, que servia ao Ramal de Caldas, trecho inaugurado em 1886 pelo Imperador Dom Pedro II, aqui presente com grande comitiva, é uma obra impressionante e que contribuiu para a reputação do Engº. Brodowski, seu construtor, mais tarde Inspetor Geral da Mogyana.
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Em 1943 o percurso da linha férrea foi modificado, de modo a reduzir a inclinação em alguns trechos, visando aumentar a capacidade de carga dos trens. Esta alteração levou ao abandono do antigo viaduto, cujos trilhos foram retirados, restando hoje apenas os Pilares, construídos pela sobreposição de grandes blocos de pedra.
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Com a criação de um novo bairro vizinho à PUC e outros loteamentos em implantação, o asfalto chegou muito perto dos Pilares, com a agravante de ter sido instalada uma grande manilha de águas pluviais nas imediações daquele sítio, o que pode contribuir para o aumento do volume hídrico junto às históricas construções, comprometendo definitivamente aquele precioso patrimônio.
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O espaço pode ser transformado facilmente, como está hoje, num logradouro turístico denominado “Os Pilares da Mogyana”. Para tanto, basta seguir como exemplo o processo de “relançamento” das Ruínas da Usina Pioneira, ação recente realizada junto à Cascata das Antas, que transformou um aparentemente perdido espaço em belíssimo ponto de visitação.
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Ainda há tempo para salvar os Pilares, num processo simples e de baixo custo para o município: cercar adequadamente a área, sinalizando-a como Ponto Turístico, destacando a importância da Ferrovia para o desenvolvimento da cidade nos materiais oficiais de turismo e realizar um projeto de iluminação da base para o alto, que certamente vai transformar os Pilares em um espaço também de contemplação noturna.
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Para consultar a localização exata dos “Pilares da Mogyana” no Google Earth, as coordenadas são: 21º47'46".63S e 46º35'28.59"O. O sítio fica no vale entre o bairro Jardim Novo Mundo e a PUC, com acesso pelo trevo próximo à universidade.
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Esse artigo foi enviado aos 12 vereadores da cidade, além do Poder Executivo, na figura de seus titulares e secretarias de Administração, Comunicação Social, Educação, Planejamento, Obras e Turismo e Cultura, bem como à mídia local.
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CQC: É HOJE?


Recebi agora, do leitor Freddy P. da Silva, o link com a pauta do programa CQC que vai ao ar hoje, às 22:15, na TV Bandeirantes, reproduzida abaixo:
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"Entre outras:
SANTOS x SPFC
LANÇAMENTO CANDIDATURA JOSÉ SERRA
PRESIDENTE DO CHILE EM BRASILIA
ANIVERSÁRIO DO FILHO DO RONALDO
PRÊMIO DE CINEMA ESTRANGEIRO
PLAYBOY DA CACAU
PROTESTE JÁ: ÔNIBUS DE POÇOS DE CALDAS
TOP FIVE
DOCUMENTÁRIO DE RITA CADILLAC
TRABALHO FORÇADO: LUIZA POSSI
CQTESTE: RIO NEGRO E SOLIMÕES
PREMIAÇÃO DA APCA
PIORES NOTÍCIAS DA SEMANA
LUQUE RESPONDE.

PS: Este roteiro é apenas um guia. Deve sofrer alterações, amputações e inversões até a hora e, principalmente, durante a transmissão do programa, que é ao vivo!

Fonte: Blog do Tas".
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Bom, se não for ao ar pelo menos teremos Rita Cadillac...
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Atualizando: a reportagem foi ao ar, contrariando meu pensamento de que o material havia "esfriado". Assisti o programa mas vou rever com calma e comentar em seguida. Desde já asseguro que Rita Cadillac já teve dias melhores, mas rainha nunca perde a majestade. "É bom para o moral"...
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sábado, 10 de abril de 2010

HISTÓRIA DE PESCADOR


Quinta-feira passada fiz a foto acima da janela do escritório, às margens da Represa Bortolan. Um pescador estacionou ali seu veículo, um clássico DKW-Vemag "perua", denominado Vemaguet.
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Apresentado em novembro de 1956, é considerado o primeiro carro fabricado no Brasil, primazia antes reinvindicada pela Romi-Isetta, com apenas uma porta, que não era considerada um "automóvel".
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Cerca de 48 mil unidades do Vemaguet foram produzidas, até 1967, provável ano do modelo acima, um "quarentão" com muita história para contar.
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Clique na imagem para ampliá-la.
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sexta-feira, 9 de abril de 2010

UM MÊS DEPOIS


Há duas semanas publiquei um post denoninado Prova dos Nove, no qual comentei o fato de que os veículos da concessionária de transporte público em Poços têm números que, somados, sempre resultam em 9. Como alguns leitores não entenderam se era o número do ônibus ou do itinerário, fotografei esse que aparece na foto acima para explicar. Note à direita o número 171. Se você somar 1+7+1, vai ter como resultado 9. Daí vem a antiga "prova dos nove": o total da soma é 9, "noves fora, nada", lembra, dos tempos do primário? Pois é, simples assim.
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Esta semana aconteceu um apresentação no gabinete da Francisco Salles, com a presença de autoridades municipais, Ministério Público e empresa de transportes, para avaliação do primeiro mês de implantação do novo sistema.
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Julgando pela foto publicada no site oficial da Municipalidade, mostrando a expressão um tanto compungida de algumas autoridades, fica a sensação de que as coisas não andaram bem nesse período de implantação. Uma observação: em matéria de "fotos oficiais", o site da Municipalidade tem sido um prato cheio para quem, como eu, "gosta de prestar atenção na mosquinha pousada sobre a bela mesa de jantar" -essa é uma história longa, que prometo contar em breve. De volta ao tema, em que pese a redução no número de pedidos de informações e queixas protocoladas pelos usuários, o projeto recebeu diversas alterações em trajetos, horários e vai demandar a aquisição de mais 24 veículos. Ações como apresentações artísticas ou implantação de bicicletários e áreas de estacionamento junto aos terminais também estão em pauta.
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Vale lembrar a historinha do copo meio cheio para uns, meio vazio para outros. O fato é que a Municipalidade falhou na implantação do sistema -todas as mudanças realizadas e propostas comprovam isso. A entrada do Ministério Público no assunto pesou positivamente em favor da população, pois a questão ultrapassou a mera "excursão de jovens barulhentos", como quiseram transformar algumas autoridades as manifestações contra o sistema, para se tornar um problema de gestão oficial. Aliás, um problema de difícil digestão, que fez desaparecer quase todos os graúdos que bateram palmas nas inaugurações dos terminais, deixando aos leões o chefe do executivo e o dono da empresa, que bem ou mal estão se virando sozinhos na busca de soluções. Em ano eleitoral ninguém quer correr o risco de borrar a maquiagem. Até mesmo a Câmara e seus arautos representantes do povo escorregaram, lavando as mãos em nota formal na imprensa.
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Parece que a calma vai voltar a reinar nessas plagas sulfurosas.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010

POMBO NA CABEÇA


Teve boa repercussão a ótima notícia publicada no site da Câmara Municipal informando que está sendo analisado um projeto de lei que dispõe sobre a reserva de vagas de estacionamento para idosos na cidade. O projeto prevê que a reserva será equivalente a 5% das vagas de estacionamento existentes nas vias e logradouros públicos para uso exclusivo das pessoas com mais de 60 anos. Muito bom. A terceira idade merece.
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Não teve o mesmo espaço na mídia, muito menos no site da própria Câmara, o fato do Legislativo, ora tão preocupado com as vagas dos vovôs, publicar um edital informando que hoje, 8 de abril, realizará licitação para a locação de 12 vagas de estacionamento para os veículos dos vereadores, nos dias úteis, de segunda à sexta-feira, das 8 h às 18 h.
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A questão que aflige nossos valorosos legisladores não é a falta de vagas (vizinhos à Câmara há pelo menos dois bons estacionamentos), mas quem é que vai arcar com essa despesa para que os políticos, no árduo desempenho da função, possam ter o conforto de parar o carro perto e, principalmente, sem custos. Fácil: o erário, o dinheiro do Povo -o seu, leitor, inclusive. Assunto velho e que já vem acontecendo há anos. Deveriam aproveitar a oportunidade e abandonar atitude tão mesquinha. Duvido.
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Faço uma elementar mas contundente sugestão, para não dizerem que só critico e não proponho: ganhando mais de R$ 7.500 por mês, com boa parte dos vereadores complementando suas rendas "civis" com esse soldo oficial, que paguem do seus próprios bolsos as diárias de estacionamento. Se acham que estou sonhando, proponho outra ainda melhor: que a Rua Junqueiras tenha um trecho de 72 metros (12 vagas de 6m cada) da Zona Azul transformado em área exclusiva de estacionamento para os veículos dessas autoridades. Acho que também não vão gostar dessa pois nesse caso as "jóias" dos nobres parlamentares vão ficar ao relento e expostas ao risco de acidentes, sujeira de pombos ou -o pior dos mundos- eleitores indignados. É ruim? Então que tal uma dúzia de cartões de ônibus Amigo?
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Lamentável.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010

"FIAT LUX"

T

Uma ótima notícia: finalmente, depois de quase dez anos, a epopéia do popular "Terrão", futura avenida que ligará os bairros Santa Ângela e Jardim Europa, parece caminhar para um final feliz. Já foi feita a rede de esgoto e semana passada o trecho recebeu postes com iluminação.
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Se por um lado a ligação vai facilitar a vida de muita gente -moradores de ambos os bairros e adjacências, estudantes da PUC e mesmo servidores municipais- por outro vai acarretar problemas com o aumento de fluxo de veículos em bairros não planejados para isso, exemplo do próprio Jardim Europa ou do Novo Mundo, estritamente residenciais e que se tornarão "passagem". Mas nada que uma meia-dúzia de traffic-calmings, a última moda em matéria de trânsito (ou travamento desse) na cidade, não resolva. Já vi tudo.
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Chamou minha atenção o fato de terem usado lâmpadas amarelas para iluminar o trecho, o que contraria a posição do próprio DME, publicada no site da empresa em 25 de fevereiro, reproduzida a seguir (incluindo o erro de concordância): "O DME está substituindo as luminárias e lâmpadas de parte da área central da cidade. A nova iluminação que será instalada são fabricadas com vapor metálico, que produz uma iluminação clara, de cor branca. A idéia é proporcionar o melhor serviço à comunidade e conseqüentemente uma melhor qualidade de vida à população".
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Nessa temporada interminável de chuvas, verdadeira panacéia para todos os males e dificuldades, empurrando para São Pedro boa parte dos problemas, falta apenas pavimentar a avenida, cuja futura denominação já deve estar na pauta de legisladores sempre prontos para "homenagear". Como gostam disso.
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Com luz amarela ou branca, continuarei atolando meu carro lá. Pura teimosia, mas com a vantagem de que a partir de agora vou enxergar melhor onde atolo.
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A íntegra da notícia do DME está no link http://www.dmepc.com.br/com_salaimprensa.php?Noticia=87 
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terça-feira, 6 de abril de 2010

E O CQC?

Depois do alvoroço causado pela implantação do novo sistema de transporte público, que provocou até mesmo a vinda a Poços de Danilo Gentili para gravar o quadro Proteste Já!, parece que o assunto amornou e sumiu da mídia. Ontem fiquei ligado no programa e nada.
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Durante a semana passada recebi as mais curiosas "informações", desde uma dizendo que a Municipalidade estava mancomunada com uma emissora religiosa, interferindo no sinal da Band, até outra garantindo que a matéria foi "comprada" para não ir ao ar. Balela. Essas teorias conspiratórias são tão fantásticas que surpreendem pela fragilidade. 
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Acho que a "pauta caiu", termo usado nas redações de jornais para designar uma notícia que perdeu interesse. É a minha sensação. Vamos aguardar mais alguns programas.
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MUNDIAL DE PARAGLIDER

 

Enquanto as condições climáticas não ajudam, o campeonato não começa. Mais de 100 competidores de dezenas de países estão em Poços, até agora apreciando a chuva que insiste em não dar trégua. Uma pena.
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Ontem, em uma rápida abertura no céu, alguns pilotos fizeram voos e um deles, o italiano Paolo Zammarchi, acabou se acidentando. Um relato conta que o piloto sofreu o acidente na rampa sul, quando estolou a vela tentando pousar, numa queda de aproximadamente 10 metros. Foi atendido pelo SAMU e Bombeiros, também pela equipe da organização, e levado para a Santa Casa.  O piloto teve esmagamento da vertebra L2 com estilhaços de ossos no interior do canal da medula e terá que passar por cirurgia.
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Pelas imagens que vi na tv, não havia ambulância à disposição no local, como é padrão em eventos com grande concentração de pessoas ou de esportes de risco. Posso estar errado, e nesse caso espero ser corrigido. Caso contrário, falha lamentável que pode ter custado caro ao piloto, em evento que tem parceria oficial das secretarias municipais de Turismo e de Esportes.
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

TERRA DE GIGANTES


Notícia sensacional publicada dia 31 de março no site oficial da Municipalidade garante: "Paulistas continuam os maiores visitantes de Poços". Na hora pensei num censo realizado no Portal, com entrevistadores munidos de trenas e fitas métricas, pedindo aos turistas que chegam à cidade para descerem de seus veículos para uma medição, num monólogo mais ou menos assim: "Próximo! Um metro e noventa. Paulista? Bom feriado!". Hilário.
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O fato importante é que a Secretaria de Turismo realiza pesquisas com os visitantes, cruzando as informações obtidas. Embora não divulgue o total de entrevistados, o que é fundamental para dimensionar o universo que gera os percentuais, a nota aponta que cerca de 70% dos turistas são paulistas. Não surpreende.
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Surpresa mesmo é tomar um drible da língua portuguesa num tema tão simples. Os turistas paulistas até podem ser os "maiores", mas certamente são "maioria" entre os visitantes. Mera sutileza que faz toda a diferença, especialmente num texto oficial a ser difundido pela mídia local.
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Eu sou paulista e sou alto. Só não sou turista!
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A íntegra da nota está em:
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domingo, 4 de abril de 2010

UMA ÓTIMA PÁSCOA!

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sábado, 3 de abril de 2010

VOO SEGURO

 

Um dos campeões de audiência dos turistas de Poços, no passado, foi  o "Photo Avião", instalado em 1926 por Eduardo Campos num espaço onde hoje está o parque José Affonso Junqueira. Até os anos 1980 consta que a atração gerava cerca de 700 fotos por dia na alta temporada.
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Bastante curioso é um "reclame", reproduzido abaixo, sobre o serviço. O texto foi publicado na Revista de Poços, de 1936. Confira: 
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"S.V. JÁ EXPERIMENTOU A SENSAÇÃO DE UM VÔO?
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"O PHOTO AVIÃO, installado entre as "Thermas" e o Posto de Serviço Touring todos os dias úteis, proporcionará aos illustres Veranistas a mais encantadora recordação de Poços de Caldas. com seus privilegiados vôos simulados, tendo para esse fim recebido um novo typo de elegante apparelho, que permitirá a seus passageiros admirar à altura de 1.200 mts a Cidade das Rosas.
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Absoluta garantia em suas manobras, executadas com perfeição e sangue frio, fazendo toda série de acrobacias, como sejam: "Looping the Loop", "Vrills", "Folha morta", "Piquets", etc. Em todos esses perigosíssimos vôos, asseguramos a efficiencia e a pericia de nosso piloto.
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Momentos depois da aterrissagem poderá V.S. obter nitidas photographias do vôo decorrido, em conjunto com o panorama da cidade, photographias estas as unicas verdadeiras, registradas no Departamento Ncional da Propriedade Industrial, sob N. 40.017.
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Vôo seguro, livre de pannes, porque na direcção estará o conhecido piloto E. CAMPOS."